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sábado, 4 de fevereiro de 2017

A Garota lê: Cheio de Charme - Marian Keyes


Oizinho, garota!

Durante a minha viagem de férias, li muita coisa boa, mas o que mais me prendeu a atenção foi esse livro da minha autora amada, Marian Keyes. Muitas risadas, tensão e mistérios em "Cheio de Charme".

Título: Cheio de Charme
Titulo original: The charming man
Tradução: Maria Clara Mattos
Autora: Marian Keyes
Gênero: Romance irlandês/chic-lit
Editora: Bertrand Brasil
784 páginas

Sinopse:
Quatro mulheres diferentes. Um homem terrivelmente sedutor. E o segredo sombrio que conecta a todos. Esse é Cheio de Charme. A estilista Lola tem todos os motivos para chocar-se com a notícia do casamento: apesar de ser a namorada do cara, ela não é, definitivamente, a noiva. Já a jornalista Grace conheceu Paddy há muito tempo, mas por algum motivo não consegue esquecê-lo. Marnie, casada e com filhos, não tira da cabeça o político conquistador, seu amor adolescente. E Alicia, a noiva, fará de tudo para preservar seu reinado.

Retirado do Skoob 

Sobre a autora: 
Ler o primeiro post do Especial Marian Keyes.

Sobre "Cheio de Charme":
Li "Cheio de Charme" no Kindle, por isso este post está tão carente de imagens. É um senhor livro! São 784 páginas de fortes emoções, o costumeiro bom humor da autora e muito assunto polêmico.

O Senhor Cheio de Charme do livro é Paddy de Courcy, um político influente na Irlanda, e mulherengo incorrigível. Ele namora Lola, uma estilista de cabelo roxo (opa! Bordô!!!), mas a imprensa anuncia seu casamento com Alicia. Todo o frenesi que esse noivado provoca é coberto pela jornalista Grace que, como sua irmã Marnie, conhece muito bem o Sr. De Courcy.

Para mim, foi o livro mais genial de Marian Keyes. Com muita habilidade a autora vai tecendo a trama, desenredando seus personagens, revelando as facetas de suas personalidades e mostrando que todos estão interligados. Descobrimos como Lola conheceu Paddy e como ele fez para que ela ficasse vidrada em suas técnica de conquista (lê-se sexo desavergonhado!). Presenciamos a fixação maluca de Alicia por este homem de mil qualidades. Desconfiamos de todo desprezo de Grace pelo político. E, por fim, sofremos junto com Marnie, a perda, a rejeição e a doença.

Todas as mulheres da vida de Paddy testemunham durante os capítulos as suas desventuras amorosas. Mesmo as que parecem ter seguido em frente, têm uma ligação incrível com o garanhão. Cada hora uma delas é o foco no livro, mudando de capítulo a capítulo, deixando o leitor com água na boca, naquela vontade louca de saber o que está acontecendo de verdade. Mas a autora é má, vai desfiando as estórias com muita tranquilidade, mesclando passado e presente, dando dicas, instigando a curiosidade. Fato comprovado nos relatos soltos de violência doméstica contra uma das mulheres que a autora não revela quem é até quase as últimas páginas do livro, que esse livro causa dor. Esse mistério todo quase me deixa maluca. E, pela primeira vez na minha vida de detetive literária, errei feio na aposta de quem era a maior vítima.

Verdade que nem tudo que reluz é ouro, não é mesmo? O leitor vai conhecendo Paddy de Courcy e suas namoradas e percebendo que o "príncipe" do começo do livro é um belo dum sapão verruguento, mas nem de longe eu desconfiei que ele seria tão desprezível. Chorei as dores da Marnie, mas também a xinguei diversas vezes por ser uma molenga. Queria matar a Grace em seus momentos de fraqueza. Adorei a Lola e sua personalidade esfuziante, de um coração tão terno e grande que abrigou tanta gente linda e as nem tão lindas assim. E desprezei/odiei/e tive dó de Alicia e sua cegueira crônica no quesito homens. Visitei os bares de Knockavoy, tomei vinho com as "meninas" da Cabana do Tio Tom, conheci a redação de um jornal e o lado sujo da política irlandesa (tá pensando que só no Brasil tem corrupção?). Enfim, curti o livro do início ao fim.

"Cheio de Charme" é sobre relacionamentos abusivos, violência doméstica, estupro e alcoolismo. Mas também fala sobre amor, superação, tomar as rédeas da própria vida, trabalho honesto, amizade verdadeira e largar mão de preconceitos.

Esse livro foi chegando devagarinho e me conquistando. Está ali entre os meus preferidos da autora. Quer saber como está a colocação de cada livro que li da autora até agora?

  1. Férias
  2. Cheio de Charme
  3. Sushi
  4. Tem Alguém Aí?
  5. Um Bestseller pra Chamar de Meu
  6. Los Angeles
  7. Melancia
  8. A Estrela Mais Brilhante do Céu (logo logo vem resenha dele)

Agora preciso juntar um dinheirinho para garantir "Cheio de Charme" como livro físico na minha biblioteca. É muito amor!



Um beijo e um queijo;


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quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

A garota lê: É Agora... ou Nunca - Marian Keyes


Oi, garota!

Alguém estava com saudades das resenhas literárias? Pois eu estava! Adoro falar sobre meus amigos de papel. E hoje trouxe mais um chic-lit da minha autora querida, Marian Keyes. Segura!


Título: É Agora... ou Nunca
Titulo original: Last Chance Saloon
Tradução: Renato Motta
Autora: Marian Keyes
Gênero: Romance irlandês/chic-lit
Editora: Bertrand Brasil
588 páginas

Sinopse:
Tara, Katherine e Fintan são amigos inseparáveis. Nascidos no interior da Irlanda, partiram juntos para Londres e se deram muito bem profissionalmente, pelo menos. Pois, nas grandes cidades, o mercado amoroso está saturadíssimo! E os corações dos três, todos na faixa dos trinta e poucos anos, podem não aguentar: o de Tara já se partiu, o de Katherine está prestes congelar e o de Fintan pode até parar de bater. É chegada então a hora de gritar por mudanças... ou calar-se para sempre!
O destino entrará em cena sem pedir licença, mudando as vidas dos três amigos de forma totalmente inesperada... e muito divertida!
Tara namora Thomas há dois anos, mas o relacionamento é, digamos assim, morno... frio... gelado, mesmo: o sexo do casal é como Papai Noel, que não existe, mas, se você tiver muita fé, aparece, todo coberto de neve, uma vez por ano. Thomas, ainda por cima, é um pé-rapado que vive comprando presentes ridículos para a namorada - como cremes para as mãos e bolsas de água quente... em promoção. Para piorar, ele ainda tem a coragem de dizer que Tara está gorda - só porque seu manequim pulou de 42 para 50!
Já Katherine é uma mulher independente e equilibrada, que sempre atraiu os olhares masculinos. Mas sua primeira decepção amorosa ocorreu aos 19 anos, abrindo feridas jamais cicatrizadas. Hoje, ela prefere se relacionar com vitrines de lojas de roupas ou controle remoto de sua televisão. Nem Joe Roth, o colega de trabalho bonitão que se ofereceu para ajudá-a a trocar de canal, parece interessá-la.
E Fintan, que nunca escondeu sua homossexualidade, encontrou o equilíbrio na amizade da dupla. Mas esse círculo, antes perfeito, fica a ponto de se quebrar quando ele revela sofrer de uma séria doença. Assim, as duas prometem fazer tudo o que o amigo pedir e o mundo fica de pernas para o ar! Graças às suas exigências malucas, Fintan assiste de camarote às mudanças - para melhor, claro - nas vidas de Tara e Katherine. 
Retirado do Skoob

Sobre a autora:
Ler o primeiro post do Especial Marian Keyes.

Sobre "É Agora... ou Nunca":


Mais um livrão de Marian Keyes, mais uma trupe de personagens "reais", possíveis, encontrados entre nossos amigos, família, dentro de nós mesmos. Em "É Agora... ou Nunca" conhecemos Tara, Katherine e Fintan, amigos desde a adolescência, inseparáveis e leais. Tara, uma comedora compulsiva, que se contenta com muito pouco: um namorado pra lá de medíocre (na verdade, um babaca completo... e sovina!). Katherine, a certinha, a perfeita, aquela que prefere não se envolver mais com homens e relacionamentos. E Fintam, um gay excêntrico, rainha do mundo da moda.

Marian Keyes expõe o mundo de seus três mosqueteiros, explicando de onde vieram, como se conheceram e suas relações atuais: Tara com Thomas, Fintan com Sandro e Katherine com suas gavetas de roupas combinando (e muito bem arrumadas!). Até que um dia, Fintan percebe que a vida é curta e que suas amigas estão perdendo um tempo precioso, fugindo de sentimentos, se escondendo em carreiras fantásticas, atrás da comida e outras bobagens. Ele lança um desafio, um apelo: elas devem mudar suas vidas, terminar ciclos viciosos, dar uma guinada de verdade. Tara deverá se livrar de Thomas, Katherine se abrir para o amor. Com muita chantagem e sentimentalismo, Fintan consegue convencer suas amigas a fazerem o que ele quer.


Tentando cumprir a bendita promessa, Tara irá se conhecer melhor, se descobrir como mulher independente e poderosa, senhora de seus sentimentos e escolhas. Me identifiquei muito com Tara, e não só porque ela é uma comedora compulsiva, drama queen de carteirinha, mas porque toda mulher teve ou terá um relacionamento bem porcaria do qual não consegue simplesmente se livrar.

Já Katherine, irá lutar contra seus traumas amorosos, dar uma chance ao novo colega de trabalho e enfrentar um fantasma de seu passado. Enfrentando o T.O.C. (Transtorno Obsessivo Compulsivo) e a rejeição, ela vai precisar aprender que nem tudo sai como a gente planeja.

E Fintan precisará de suas duas grandes amigas e de seu namorado foférrimo para enfrentar uma doença cruel.

Pronto! Temos o cenário, os personagens principais e aqueles secundários que não conseguimos deixar de amar e/ou odiar. Com isso, Marian Keyes faz a sua mágica de escrever sobre "a vida como ela é", os dramas urbanos, a difícil, mas divertida, vida na cidade grande e as peripécias de encontrar alguém para amar e ser amado. Ler "É Agora... ou Nunca" é rir bastante com as maluquices de personagens bem construídos, é se emocionar com o medo da morte, é lembrar de amores que se foram, se sentir vingada contra uma decepção amorosa e saber que sempre é possível recomeçar.

Não é meu preferido da autora (Férias! é o meu grande amor!), mas não há como errar escolhendo "É Agora... ou Nunca". Quem sabe a leitura te faça tomar uma decisão... a decisão de ser feliz HOJE!


Mil beijos;


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quarta-feira, 14 de setembro de 2016

A garota lê: Metamorfose? - Gail Carriger (O Protetorado da Sombrinha)


Olá, garota!!!

Muita gente ficou curiosa com a resenha do primeiro livro da série "O Protetorado da Sombrinha", "Alma?" e eu prometi que traria a continuação da saga em breve. Tô aqui pra pagar o que devo. rs


Título: Metamorfose?
Série: O Protetorado da Sombrinha
Titulo original: Changeless
Tradução: Flávia Carneiro Anderson
Autora: Gail Carriger
Gênero: Ficção fantástica inglesa
Editora: Valentina
320 páginas

Sinopse:
"Nesta deliciosa e maldita sequência da série iniciada com Alma?, Alexia Tarabotti se encontra envolvida, só pra variar, em um mistério sobrenatural. A esposa do Conde de Woolsey, é arrancada do sono cedo demais, no meio da tarde, porque o marido, que deveria estar dormindo como qualquer lobisomem normal, está aos berros. Dali a pouco, ele desaparece – deixando a cargo dela um regimento de soldados sobrenaturais acampados no jardim, vários fantasmas exorcizados e uma Rainha Vitória indignada. Mas Lady Maccon conta com sua fiel sombrinha, seus artigos da última moda e seu arsenal de respostas mordazes. Mesmo quando suas investigações a levam à Escócia, o cafundó do Judas onde abundam abomináveis coletes, ela está preparada e acaba provocando uma verdadeira reviravolta na dinâmica da alcateia, como só uma preternatural é capaz de fazer. Talvez até encontre tempo para procurar seu imprevisível marido. Mas apenas se... lhe der vontade.
A série de STEAMPUNK mais cultuada do mundo! Best-seller do New York Times e finalista do Goodreads Choice Award na categoria Paranormal Fantasy."


Sobre a autora: *leia o primeiro post da série.

Sobre "Metamorfose?":
Finalmente Lorde Maccon conseguiu resolver seu problema com Alexia... se casando com ela! Agora, Lady Maccon mora com seu marido - e toda a alcateia de Londres - no Castelo de Woolsey. Além disso, Alexia foi promovida a muhjah da Rainha Elizabeth, um cargo de alta confiança no Conselho Paralelo do reino.


Muito mais ousada e indecente agora que está casada, a lady ainda enfrenta problemas domésticos, como acordar e ver que toda uma companhia de lobisomens está acampada em seu jardim. Isso sem mencionar que a comunicação com seu marido ainda é precária. Tanto que o alfa viajou sem dar explicações, justamente no momento em que Alexia mais precisava dele. Acontece que os vampiros e lobisomens da Inglaterra estão perdendo seus poderes do nada e, como única preternatural da nação, Alexia é acusada de estar usando seus poderes contra a comunidade sobrenatural. Ela parte para a Escócia numa aventura de investigação para limpar sua barra, que a leva até a antiga matilha de seu marido. Contando com a ajuda de sua nova amiga, Madame Lefoux, o leal Floote, Tunstell, o criado pessoal do conde, sua melhor amiga Ivy e sua meia-irmã Felicity, Lady Maccon vai conhecer um pouco do passado sombrio do marido e descobrir parentes muito peculiares.


A pegada steampunk continua firme com as descrições dos passeios em dirigíveis e bondinhos e muitas armas e truques criados por madame Lefoux, dona da chapelaria "Chapeau de Poupée", além de inventora genial. A sombrinha de Alexia nunca foi tão perigosa!

As risadas são certas nessa aventura, graças à sagacidade de Alexia, o sarcasmo de madame Lefoux e as trapalhadas de Ivy e Tunstell. Ainda que tenha sentido falta dos diálogos hilários (lê-se brigas) do casal protagonista, a trupe de viajantes não deixa que a narrativa seja monótona. Muito pelo contrário, "Metamorfose?" tem um ritmo frenético, com muitas perseguições e fugas. A leitura, assim como em "Alma?" passa veloz e logo acaba, deixando gostinho de quero mais.

O livro é outro belo exemplar em termos de diagramação, com ilustrações, forte identidade visual da saga e um cuidado todo especial com as fonts utilizadas.

"Metamorfose?" não me decepcionou. É a digna continuação das aventuras de Alexia Tarabotti Maccon.

E o próximo da série é "Inocência?" que eu trago qualquer dia desses...

Um xeru;


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terça-feira, 30 de agosto de 2016

O dia da garota: Comprinhas literárias - Moda e Pin-ups


Oi, garota linda do meu ♥!

Última terça-feira do mês de agosto! Esse mês que demoroooou a passar, que foi bem confuso e perturbado, mas que tá no finzinho. Graças a Deus. E o que tem na última terça-feira do mês? Vídeo novo no Canal "O dia da garota". Yeeeeey!

O programa de hoje é sobre livros, mas não quaisquer livros. Livros fashionistas, livros de moda, de acessórios, de pin-ups, livros lindos, livros que você vê agora!


Gostou do vídeo? Então curte e compartilha, tá?

Não esqueça de se inscrever no Canal O dia da garota!



Estou realmente orgulhosa da Lila, que mesmo toda enrolada com seu próprio blog, canal do YouTube e vídeos diários nesse mês, ainda conseguiu editar e upar mais essa nossa aventura. Parabéns, xú! E vâmo que vâmo! Mês que vem tem mais "O dia da garota". Não esquece de dar um "jóinha" no vídeo, compartilhar nas redes sociais e comentar. Adoramos comentários!!!


Beijo na ponta do nariz;


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segunda-feira, 15 de agosto de 2016

A garota lê: Temporada de Acidentes - Moïra Fowley-Doyle

Imagem retirada do site da Editora Intrínseca

Oie, garota!

Um dia desses eu estava à procura de livro leve para passar o tempo e acabei escolhendo, dentre vários no Kindle, este aqui: Temporada de Acidentes. Tinha lido o título e gostado da sinopse, mas já estava na fila há vários meses. E não é que amei?


Título: Temporada de Acidentes
Título original: Accident Season
Tradução: Amanda Moura
Autor: Moïra Fowley-Doyle
Gênero: Literatura Estrangeira / Romance
Editora: Instrínseca

256 páginas

Sinopse:
Guardem as facas, protejam as quinas dos móveis, não mexam com fogo. A temporada de acidentes vai começar.
Acontece todo ano, na mesma época. Todo mês de outubro, inexplicavelmente, Cara e sua família se tornam vulneráveis a acidentes. Algumas vezes, são apenas cortes e arranhões. Em outras, acontecem coisas horríveis, como quando o pai e o tio dela morreram. A temporada de acidentes é um medo e uma obsessão. Faz parte da vida de Cara desde que ela se entende por gente. E esta promete ser uma das piores.
No meio de tudo, ainda há segredos de família e verdades dolorosas, que Cara está prestes a descobrir. Neste outubro, ela vai se apaixonar perdidamente e mergulhar fundo na origem sombria da temporada de acidentes. Por que, afinal, sua família foi amaldiçoada? E por que não conseguem se livrar desse mal?
Retirado do Skoob 

Uma narrativa sombria, melancólica e intensa sobre uma família que precisa lidar com seus segredos e medos antes que eles a destruam.


Sobre "Temporada de Acidentes":
"Então, brindemos à temporada de acidentes,
Ao rio que corre sob nossos pés, onde naufragamos nossas almas,
Aos hematomas e aos segredos, aos fantasmas no sótão,
Mais um brinde à estrada de água."

Esse livro foi uma grata surpresa para mim. Não esperava tanto dele, mas acabei me surpreendendo bastante com a narrativa, me divertindo, me assustando e querendo mais.

Temporada de Acidentes conta a estória de uma família irlandesa formada por mãe, duas filhas adolescentes (Cara e Alice) e um filho do ex-marido (Sam). Apesar de unidos, esses 4 escondem muitos segredos uns dos outros. E dividem também o pavor pelo mês de outubro. Segundo a mãe de Cara, há muitos anos o mês de outubro só traz acidentes, ossos quebrados, hematomas, cicatrizes e, de vez em quando, uma morte. O que eles fazem para sobreviver aos fatídicos 31 dias de azar?

Segundo Cara, a quem cabe narrar os acontecimentos, cada centímetro de sua casa é coberto por camadas e mais camadas de plástico bolha. As quinas são suavizadas, as facas e outros objetos cortantes escondidos e o fogão nunca pode ser ligado. As roupas são vestidas umas por cima das outras para formar uma armadura contra quedas, arranhões e furos. Essa paranoia toda é incentivada à exaustão pela mãe e seguida pelos filhos, que apesar das dúvidas, evitam se meter em encrencas durante todo o mês de outubro.

Mas esse ano parece que as coisas estão piores. Primeiro porque Cara não consegue encontrar sua ex-quase-amiga Elsie em lugar algum, a não ser em TODAS as suas fotografias. Isso mesmo, todas as suas fotografias, de toda a sua vida. Além disso, sua amiga Bea (poetisa, cartomante e figura muito esotérica e estranha) já previu que essa temporada de acidentes será ainda mais problemática. E tudo o que vem acontecendo na casa de Cara só reforça a previsão. Cara até mesmo anda tendo visões com fadas, árvores falantes, sereias e fantasmas.

Apesar de toda essas alusões à fantasia, "Temporada de Acidentes" é um romance-meio-drama-meio-mistério contemporâneo interessante que me prendeu da primeira à última página. Esperava que fosse uma aventura com criaturas sobrenaturais, mas é muito mais uma viagem distorcida da realidade. Eu sorri, chorei, me assustei, fiquei apreensiva e curti demais a experiência. E a leitura foi rapidinha, coisa de algumas horas. Deixou aquele gostinho de quero mais, aquela deprê de fim de livro, que só acontece quando a gente se apaixona pelos personagens. 

Recomendadíssimo!!!



Beijos da devoradora de livros;


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terça-feira, 24 de maio de 2016

A garota lê: Alma? - Gail Carriger (O Protetorado da Sombrinha)


Hi girl!

Reparei que toda vez que trago alguma série literária aqui para o VG, acabo fazendo um post só e, com isso, lanço um monte de spoiller. Algo que ficou encoberto em um livro, é fatalmente revelado na sinopse do próximo e isso gera desconforto para quem lê. Então resolvi, na medida do possível, apresentar um livro por post e aí a leitora (ou leitor) escolhe se quer saber sobre toda a série ou não.

Vou começar com uma série que muito me surpreendeu por apresentar os temas "steampunk" +  policial + sobrenatural + romance + comédia. Será que essa mistureba deu certo?



Título: Alma?
Série: O Protetorado da Sombrinha
Título original: Soulless
Tradução: Flávia Carneiro Anderson
Autor: Gail Carriger
Gênero: Ficção fantástica inglesa
Editora: Valentina
308 páginas


Sinopse:
Um romance sobre vampiros, lobisomens e sombrinhas.
Alexia Tarabotti enfrenta uma série de atribulações sociais, quiproquós e saias justas embora compridíssimas) em plena sociedade vitoriana. Em primeiro lugar, ela não tem alma. Em segundo, é solteirona e filha de italiano. Em terceiro, acaba sendo atacada sem a menor educação por um vampiro, o que foge a todas as regras de etiqueta.

E agora? Pelo visto, tudo vai de mal a pior, pois a srta. Tarabotti mata sem querer o vampiro ― ocasião em que a Rainha Vitória envia o assustador Lorde Maccon (temperamental, bagunceiro, lindo de morrer e lobisomem) para investigar o ocorrido.

Com vampiros inesperados aparecendo e os esperados desaparecendo, todos parecem achar que a srta. Tarabotti é a responsável. Será que ela conseguirá descobrir o que realmente está acontecendo na alta sociedade londrina? Será que seu dom de sem alma para anular poderes sobrenaturais acabará se revelando útil ou apenas constrangedor? No fim das contas, quem é o verdadeiro inimigo, e... será que vai ter torta de melado?

Sobre a autora:
Gail Carriger começou a escrever para suportar as agruras de ser criada na obscuridade por uma britânica expatriada e um rabugento incorrigível. Fugiu da pacata vida interiorana e, quando deu por si, tinha adquirido vários diplomas de nível superior. Então, viajou pelas cidades históricas da Europa, sobrevivendo apenas dos biscoitos que levava escondidos na bolsa. Agora vive nas Colônias, cercada por um harém de amantes armênios, só toma chá importado de Londres e cria gatos que urinam exclusivamente em vasos sanitários. Gosta de chapéus pequeninos e de frutas tropicais. Descubra muito mais em gailcarriger.com.


Sobre "Alma?":
Ameeeei esse romance diferentão! Na Inglaterra da era vitoriana, com toda aquela vestimenta e adereços complicados de se usar, um universo de vampiros, lobisomens e fantasmas se funde à cientistas, máquinas extraordinárias e sombrinhas (usadas como armas!). É o universo "steampunk". Explico: steampunk é um subgênero da ficção científica, ou ficção especulativa, que ganhou fama no final dos anos 1980 e início dos anos 1990. Trata-se de obras ambientadas no passado, no qual os paradigmas tecnológicos modernos ocorreram mais cedo do que na História real (ou em um universo com características similares), mas foram obtidos por meio da ciência já disponível naquela época - como, por exemplo, computadores de madeira e aviões movidos a vapor. *Informações retiradas da Wikipédia.


Temos a heroína Alexia Tarabotti, uma preternatural, ou seja, uma mulher nascida sem alma. Isso pode parecer um problema, mas Alexia não é de reclamar. Muito pelo contrário, usa essa condição muito útil para proteger seu país e a população. Acontece que os preternaturais tem o dom de anular os poderes de vampiros e lobisomens, além de exorcizar fantasmas. É por isso que ela está sempre metida em confusões, inclusive enlouquecendo Lorde Macon, alfa da alcateia do Castelo de Woolsey e dirigente do DAS - Departamento de Arquivos Sobrenaturais.

A srta Tarabotti é descrita pela autora como uma solteirona de carteirinha, de pele um pouco escura demais (para os padrões da época), nariz maior que o ideal, grande amor pela leitura e ciências, personalidade forte e de formas voluptuosas (segundo Lorde Macon). Traduzindo: é aquele tipo de mocinha fora do convencional, que sempre tem uma resposta (mal criada) para tudo, não aceita não como resposta, praticamente independente e muito divertida. Os diálogos, ou melhor, as brigas dela com Lorde Macon são hilárias. Chega a dar pena do pobre lobisomen.


Nessa primeira obra da série "O Protetorado da Sombrinhas", Alexia e o DAS estão preocupados com os estranhos acontecimentos cercando os seres sobrenaturais. Desaparecimentos, vampiros sendo criados sem o aval das autoridades, entre outras encrencas. E como todos os sobrenaturais desconfiam da srta Tarabotti, é justo que ela investigue o caso. E isso dá muita confusão.

Recomendo a leitura, pois o livro é leve, divertido, tem algumas cenas bem quentes, outras românticas. Além disso, tem aventura, perseguições, investigação, lordes, ladys, chá da tarde, tortas, chapéus ridículos e uma parafernália de "lunóticos", armas moderninhas e experimentos científicos. Uma ótima maneira de passar o tempo.

A série "O Protetorado da Sombrinhas" é constituída de 4 livros até agora, mas já ouvi falar que não vai parar por aí. Oba!!! Logo logo trago segundo volume.

Espero que tenha gostado.



Um xeru;


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quarta-feira, 6 de abril de 2016

A garota lê: O orfanato da srta. Peregrine para crianças peculiares - Ransom Riggs


Oie, garota!

Há algumas semanas saiu o trailer do filme "O lar das crianças peculiares", novo filme do meu diretor favorito, Tim Burton. Foi um frisson na internet, um falatório e uma badalação sem fim com as fotos e cenas divulgados. Daí eu fiquei sabendo que o filme é baseado em um livro e, claro, fui atrás para conhecer a estória antes do filme estrear. E não é que me apaixonei pela trama?


Título: O orfanato da srta. Peregrine para crianças peculiares.
Título original: Miss Peregrine's Home for Peculiar Children.
Tradução: Edmundo Barreiro e Marcia Blasques
Autor: Ransom Riggs
Gênero: Ficção americana
Editora: Leya
336 páginas

Sinopse:
Esta obra, que combina ficção e fotografia, vai transportar o leitor para uma ilha sinistra no País de Gales, assolada pela Segunda Guerra Mundial. E é lá que o jovem Jacob Portman vai descobrir que existem muito mais coisas neste mundo do que ele pode imaginar. Abraham Portman era sua pessoa favorita em todo o mundo. O avô – que já havia lutado em guerras, cruzado oceanos, morado num circo e sobreviveria até mesmo na selva - vivia contando histórias fantásticas de seus tempos de orfanato, naquela ilha maravilhosa onde sempre era verão e ninguém jamais ficava doente ou morria. Jacob adorava ouvir as histórias sobre as crianças - chamadas de peculiares por seu avô - que podiam levitar, ou ficar invisíveis ou ainda eram mais fortes do que um exército. Mas o tempo passou, e Jacob parou de acreditar em contos de fada, até aquele dia. Ao encontrar o avô morto, Jacob mergulha numa busca por explicações de seu passado naquela tal ilha, que hoje era apenas povoada por escombros de um orfanato, o Lar da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares.



Sobre o autor:
Ransom Riggs cresceu na Flórida, mas agora reside na terra das crianças peculiares, Los Angeles. Ao longo da vida, formou-se no Kenyon College e na Escola de Cinema e TV da Universidade do Sul da Califórnia, além de fazer alguns curtas-metragens premiados. Nas horas vagas é blogueiro e repórter especializado em viagens, e sua série de ensaios de viagem, Strange Geographies, pode ser lida em ransomriggs.com.

Sobre "O orfanato da srta. Peregrine para crianças peculiares":
Sabe aquele livro que você tem vontade de esquecer completamente só para poder ler pela primeira vez de novo? Ou talvez ter um feitiço para voltar no tempo... rs. Enfim, "O orfanato da srta. Peregrine para crianças peculiares" é um livro diferente e totalmente envolvente. Olhando assim a capa já dá um medinho, mas garanto que a leitura é leve e a trama super fofa.


Ransom Riggs escreveu este livro de uma forma interessante. Ele pegou fotografias velhas, muitas vezes sinistras e, em outras, clara e toscamente manipuladas (sem Photoshop, afinal são antigas!) e escreveu o enredo a partir delas. Vários colecionadores de imagens antigas cederam parte de seus acervos para Riggs, que teve sensibilidade e criatividade tamanhas que formou toda uma obra original e de qualidade exemplar.


Texto e imagens se fundem no livro, um ajudando o outro na formação do todo na cabeça do leitor. A estória já é bastante envolvente e gostosa de ler, mas as fotos auxiliam na visualização, sem prejudicar o livre fluir da imaginação.

O personagem principal é Jacob Portman, ou Jake, um garoto rico de 15 anos de idade que leva uma vida normal. Escola, trabalho em uma das drogarias da rede de sua família e vadiar com seu melhor (e único) amigo pela cidade constituem a vida de Jacob. Em sua existência comum, apenas Vovô Portman foge do usual. Durante toda a sua infância o velho contou à Jacob estórias muito estranhas sobre monstros, aves inteligentes, crianças com poderes especiais e uma ilha fantástica onde o céu é sempre azul e a praia ensolarada. 


Jake adorava ouvir sobre aquela ilha mágica e seus habitantes fantásticos, mas à medida em que foi crescendo, deixou de acreditar nos contos e até ridicularizava as fotografias que o avô guardou com tanto carinho. Infelizmente para ele, o avô se tornava cada vez mais desconfiado e paranoico, com medo dos fantasmas de seu passado. Finalmente, um dia Vovô Portman liga desesperado para o trabalho de Jacob e este é obrigado a desvendar o passado de seu avô para entender coisas estranhas que vêm acontecendo.

Pela diagramação da capa e páginas, pelo teor das imagens e tudo mais, você pode pensar que "O orfanato da srta. Peregrine para crianças peculiares" é um livro sinistro, macabro, assustador, tipo estórias de terror. Que nada! É uma aventura original, com personagens cativantes e profundos, muito heroísmo e uma pitada de romance adolescente.


Tô aqui me segurando para não dar spoiller porque eu fiquei tão empolgada com esse livro e que li em uma sentada no shopping. Depois fui correndo comprar a continuação, a "Cidade dos Etéreos". Agora já estou maluquinha pelo terceiro, que ainda não chegou ao Brasil. Mas o jeito é esperar pelo filme que estreia em 30 de setembro deste ano. Pelo trailer já percebi que o Tim Burton andou invertendo os poderes de alguns personagens, então fiquei meio decepcionada. Contudo, Tim Burton não é meu diretor favorito à toa, então vou dar esse voto de confiança e esperar pelo melhor. Assista o trailer e tire suas próprias conclusões:





Tem alguma dúvida de que "O orfanato da srta. Peregrine para crianças peculiares" está muito bem recomendado?


Beijocas literárias e literais;


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terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Orgulho e Preconceito e Zumbis... e muita confusão e palhaçada nas livrarias e no cinema


Olá, garota!

Acho que já devo ter dito aqui que um dos meus livros favoritos é "Orgulho e Preconceito" de Jane Austen. A inglesa que escrevia sobre relacionamentos e, principalmente, casamentos na época da regência é uma das escritoras mais lidas e aclamadas do mundo. E a obra que citei é, sem dúvida alguma, a mais conhecida de todos os seus escritos.

Acontece que, de uns tempos pra cá, surgiu a modinha o "mash up novel". Trata-se de um novo gênero cuja proposta é pegar um clássico da literatura (de preferência de domínio público) e revisitá-lo, adicionando outra perspectiva ao enredo, outros personagens. Na maioria das vezes isto consiste em avacalhar a estória ao extremo. É o caso de "Orgulho e Preconceito e Zumbis".

Ilustração do livro "Orgulho e Preconceito e Zumbis"

Seth Grahame-Smith pegou o clássico e o reescreveu, maaaas adicionou zumbis. Isso mesmo, cara leitora, mortos-vivos comedores de carne e cérebro humanos. A explicação para tal fato é que a peste negra teria mudado a condição dos cadáveres e, não mais do que de repente, eles começaram a sair de suas tumbas e atacaram os vivos. Diante de tal situação, as pessoas tiveram de aprender artes marciais e combates com espadas e armas de fogo para defenderem suas famílias e a si próprios. Em Loungbourn, a proteção dos cidadãos está por conta das irmãs Bennet, principalmente das duas mais velhas: Jane e Elizabeth. Depois entra na estória o Sr. Bingley, suas irmãs e, claro, o Sr. Darcy ♥.

O livro é tão bobinho, mais tão bobinho, que eu li em algumas poucas horas e nem cheguei a cogitar escrever sobre ele aqui no VG. Só que o tal livro super bobo e engraçado acabou virando filme e aí eu tive que trazer minha opinião.

Ilustração do livro "Orgulho e Preconceito e Zumbis"
Por que é bobo? Ué! porque Seth Grahame-Smith se apoderou de um clássico do romance, uma obra prima de estilo e bom gosto e transformou em uma comédia pastelão. Sem ambição de aprofundar nada, nem explicar direito como o apocalipse zumbi teve início, ele apenas enfiou os mortos-vivos lá dentro e deixou os personagens se virarem. É engraçado? É! Bem, pelo menos eu ri muito. É uma ofensa a Jane Austen? Não sei. Não vejo como algo tão bobo possa ofender. Mas MUITOS leitores não gostaram da adaptação e estão soltando fogo pelas ventas. Eu, como leio qualquer coisa e adoro um livro bem boboca para passar o tempo, achei hilário. Você não pode ler "Orgulho e Preconceito e Zumbis" e esperar nexo. É só para passar o tempo mesmo. 

Por exemplo, eu adorei as partes em que a Charlotte Lucas está. É muito divertida a evolução da personagem. Gostei muito mais dela no livro de Seth Grahame-Smith do que no da Jane Austen. Lady Catherine também é muito interessante e ridícula do que no livro original. Já o senhor Darcy teve seu desenvolvimento quase igual nos dois: um chaaaato de galocha no começo e um homem adorável do meio para o fim. Elizabeth está mais crítica e preconceituosa do que nunca!


Só não sei como vai se dar essa aventura no cinema, pois o primeiro trailer me pareceu bastante engraçado, igual ao livro. Já o segundo trailer está mais sombrio, com mais cara de terror. Essa dualidade é que me intrigou. Preciso ver o gênero que vai se sobrepor: romance ou terror.

O elenco é formado por Lily James (a 'Cinderella' da adaptação de 2015), Sam Riley ('Diaval' de "Malévola"), Matt Smith ('Doctor' da série "Doctor Who"), Bella Heathcote ('Josephine' e 'Victória' de "Sombras da Noite"), Douglas Booth (o 'Pip' de "Great Expectations" e 'Romeu' de "Romeu e Julieta" de 2013), Lena Headey (a 'Cersei Lannister' de "Game of Thrones") entre outras feras do cinema. 


É claro, óbvio, evidente e certo que euzinha vou estar no cinema depois do dia 4 de fevereiro (data prevista da estreia) para conferir mais esse longa. Se eu gosto de livro bobo, imagina se não amo filme idiota? *rsrs* Perco isso por nada! Vou lá de cabeça erguida, sem vergonha de não ser cult, diferentona, discípula de Machado de Assis, secretária de Charles Dickens... vou porque o importante é se divertir.

Fonte das imagens e informações:


E você? Já leu "Orgulho e Preconceito e Zumbis"? Se interessou?



Beijos, beijinhos e beijocas;


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sexta-feira, 13 de novembro de 2015

A garota lê: Ligações - Rainbow Rowell


Oie, garota!!!

Há alguns meses eu conheci a autora mais fofa de todos os tempos, a Rainbow Rowell. Comecei lendo o livro "Anexos", depois passei para "Fangirl" e finalmente devorei "Eleanor & Park" (Oooown! ♥). E não precisa nem pedir, logo trago a resenha desses livros aqui pro VG.

Acontece que um dia desses eu estava dando um tempo no shopping enquanto marido terminava uns afazeres no trabalho pra gente poder voltar pra casa, e como de praxe, entrei numa livraria para sofrer ver as novidades. Foi aí que encontrei esse livro da autora, do qual eu nem tinha conhecimento de ter sido lançado e não resisti. Comprei o bendito (os outros eu li no Kobo) e sentei no primeiro banco do shopping que encontrei para começar a diversão. Enquanto estou com a estória fresca na memória, é melhor colocar logo no blog, né? Vamos comigo?

Título: Ligações
Título original: Landline
Tradução: Caio Pereira
Autora: Rainbow Rowel
Gênero: Ficção norte-americana/Romance/Chick lit
Editora: Novo Século
303 páginas

Sinopse:
Georgie McCool sabe que seu casamento está estagnado. Tem sido assim por um bom tempo. Ela ainda ama seu marido, Neal, e ele também a ama, profundamente – mas o relacionamento entre eles parece estar em segundo plano a essa altura. Talvez sempre esteve em segundo plano.
Dois dias antes da tão planejada viagem para passar o Natal com a família do marido em Omaha, Georgie diz a ele que não poderá ir, por conta de uma proposta de trabalho irrecusável. Ela sabia que ele ficaria chateado – Neal está sempre um pouco chateado com Georgie –, mas não a ponto de fazer as malas e viajar sozinho com as crianças.
Então, quando Neal e as filhas partem para o aeroporto, ela começa a se perguntar se finalmente conseguiu. Se finalmente arruinou tudo.
Mas Georgie estava prestes a descobrir algo inacreditável: uma maneira de se comunicar com Neal no passado. Não se trata de uma viagem no tempo, não exatamente, mas ela sente como se isso fosse uma oportunidade única para consertar o seu casamento – antes mesmo de acontecer…
Será que é isso mesmo o que ela deve fazer?
Ou ambos estariam melhor se o seu casamento jamais tivesse acontecido?

Sobre a autora:
Rainbow Rowell escreve sobre adolescentes (Eleanor & Park e Fangirl), e às vezes sobre adultos (Attachments e Landline).
 Mas ela sempre escreve sobre pessoas que falam MUITO! E pessoas que sentem que estão fazendo tudo errado na vida.
Informações retiradas do site Skoob

Sobre "Ligações":

Rainbow Rowell me conquistou no primeiro livro que li. Ela tem o poder de criar personagens fofos e cativantes, daqueles que a gente torce com bandeirinhas e gritos de guerra até a última página. E não pega nada mal essa mania insistente dela de nos fazer viver as relações dos personagens intimamente.

Em Ligações, a personagem principal, a senhora Georgie McCool é uma roteirista de sitcoms (séries de tv americanas de comédia, geralmente gravadas com plateia). Georgie trabalha desde a faculdade com o sempre impecável e almofadinha, Seth. E é durante a faculdade e seu estágio na revista Spoon que Georgie deixa sua paixonite por Seth, o Perfeito, e começa a se interessar pelo reservado (e muitas vezes rabugento) Neal. Mas não é assim que a estória começa.

O livro tem início no dia 17 de setembro de 2013, quando a família de Georgie e Neal estão prestes à embarcar rumo à Omaha para comemorar o Natal com a mãe de Neal. Já estava tudo pronto, as malas feitas, arranjos terminados, quando Georgie avisa que não poderá se unir ao marido e às duas filhas, Alice e Noomi, na viagem. Tudo porque um figurão da tv resolveu comprar o programa criado por Seth e Georgie. Eles estão trabalhando nessa nova comédia desde quando se conheceram e, finalmente, tem a chance de vê-lo produzido e enfim estreando.

É claro que Neal não gostou nadinha da recusa da esposa em viajar, assim como não gostava do "amiguinho" Seth e das escolhas da mulher que sempre acabavam a afastado do convívio familiar. Georgie é bem consciente de suas falhas, seu egoísmo e do quanto vem pisando feio na bola com sua família. Afinal, é Neal quem realmente cria as filhas, cuida da casa e mantém tudo funcionando.

Neal e as meninas realmente embarcam para Omaha e Georgie fica em Los Angeles para trabalhar. Só que a partida de Neal não deixou uma boa impressão em Georgie. Ela sente que seu casamento está desmoronando e teme que o marido e as filhas percebam que não precisam dela, que são uma família funcional e feliz sem a mãe/esposa. Essa situação a sufoca e ela simplesmente não consegue ficar em casa sozinha. É assim que Georgie começa a passar as noites na casa de sua mãe. E em meio a recordações de sua vida de solteira e muitas explicações de que não está se divorciando (é o que a mãe, o marido da mãe e sua irmã mais nova pensam), Georgie tenta entrar em contato com seu marido, que não quer muito papo com ela. Neal não atende o celular em todas as vezes que ela liga, não retorna as ligações e não responde mensagens. Então Georgie resolve ligar do velho telefone de disco escondido em seu quarto de solteira. É aí que a estória fica interessante!
"Tem um telefone mágico no meu quarto de infância. Posso usá-lo para ligar pro meu marido no passado. (Meu marido que ainda não é meu marido. Meu marido que talvez não devesse virar meu marido.)
Tem um telefone mágico no meu quarto de infância. Eu o desliguei hoje de manhã e escondi no armário.
Vai ver todos os telefones da casa são mágicos.
Ou talvez eu seja a mágica. Mágica temporária. (Ah! Trocadilho sobre viagem no tempo!)
Isso conta como viagem no tempo? Se é só a minha voz que está viajando?
Tem um telefone mágico escondido no meu armário. E acho que está conectado ao passado. E acho que tenho que consertar alguma coisa. Acho que tenho que corrigir alguma coisa."

Essa mulher que mal lembra quem era na época em que conheceu seu marido (não o atual, o que ainda era só namorado) começa a se comunicar com o mesmo todos os dias. Nos intervalos entre as ligações, Georgie vai contando a estória dos dois, como se conheceram, como se apaixonaram e todos os erros que ela cometeu ao longo dos anos. Aí fica aquela dúvida: Georgie deve mesmo consertar seu casamento? Ou deixar que Neal seja feliz de outra forma? É nesses devaneios que a gente conhece melhor o Neal e aí já não acha que ele é tão rabugento assim.


Na verdade, Neal é um fofo, super romântico e compreensivo. E o amor que eles construíram não é perfeito, mas é belo mesmo assim.

Me diverti muito com esse livro. Apesar de ver os erros e idiossincrasias de Geogie (ela é péssima mãe e esposa!), torci por ela, pela família linda. Os diálogos da personagem principal com as filhas, sobretudo com a mais nova, são hilários. A sogra e a mãe de Georgie também rendem muita gargalhada. Muito doidinhas elas. E o romance... aaaaah, o romance... vale cada página. Um amor real, possível (apesar do telefone mágico), comum até, mas com seus encantos. Afinal, segundo a própria descrição dos editores da autora, ela gosta de escrever sobre pessoas que sempre acham que estão fazendo tudo errado.

Não espere grandes lições de moral e de vida. Isso aqui não é livro de auto-ajuda, é chic lit. Mas pode esperar (e terá!) um entretenimento leve e saudável, com partes engraçadas e partes cheias de emoção. Talvez você até chore no final, se conseguir se identificar e se envolver. Eu chorei...



Abraço apertado;


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