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domingo, 11 de dezembro de 2016

Vida de casada - Agentes duplos e datas comemorativas


Olá, olá, olá, garota linda do meu ♥!

Primeiramente quero agradecer meu lindo marido pela sugestão do tema e do título do post de hoje. Valeu, amore!


Segundamente (*rsrs*), o assunto hoje é de grande sofrência. Vem cá, me dá a mão se você é casada e às vezes precisa virar uma agente dupla para o bem de todos e felicidade geral da nação. Se você é solteira, segura a minha mão também porque as "mulé" tem que ser "amíguis" e ajudar as "coléguis" nos momentos de aflição. 


Quando a gente é solteira, temos uma família, com todos os seus dramas e ridículos, com os momentos bons e ruins. A gente começa a namorar, daí passa a frequentar a casa do mozão, conhece as tias fofoqueiras, a sogra cobrinha (ou a gente boa também, né?), o sogro bravinho, os cunhados folgados, o tiozão que usa camisa polo, bermuda quadriculada, meia até o joelho e sapatênis... #obrafictícia #qualquersemelhançaémeraconindência.


Mas a bagaça só fica realmente séria depois do casório porque, até então, sempre que você não quer encarar a parentela do amado, é só ficar em casa, dizer que sua mãe não deixa você passar o domingo longe da vovó ou que está com uma enxaqueca danada. Depois de trocar alianças, meu bem, a família dele é sua também. E, do mesmo jeito, a sua família é dele depois do sim. Mesmo que os cônjuges não entrem num acordo, e sempre têm aquela infame discussão: "Vai lá com a sua família!" ou "Minha não, o problema é todo teu". Quando nos casamos, para evitar confusão e briga desnecessária, a gente amplia o conceito de família e vai agregando parente.


Desde antes de nos casarmos, marido e eu já tínhamos adotado a família um do outro. Meus sobrinhos pedem a bênção e chamam marido de tio há muitos anos. Meu sogro já disse mais vezes eu te amo para mim do que para os próprios filhos (#chupa). Mas, quando nos casamos, essa responsabilidade pesou mais. Quando chega a época de datas comemorativas, os planos do Sr e Sra Smith Rodrigues precisam ser traçados, repassados e colocados em prática. Fazemos assim:

  • Dias da mães: ele não tem mais a mãe, então passa a data com a minha família, com minha mãe, avó, tias e irmã...
  • Dias dos pais: eu não tenho mais meu pai, então vou lá ficar com sogro, sogro-avô, tio e cunhados.
  • Semana santa: passamos quase todos os dias na igreja, nas várias celebrações do período, mas sexta-feira santa é na casa da minha mãe ou irmã. Domingo de Páscoa, geralmente é com churrasco na casa do avô dele. Já aconteceu algumas vezes do meu sogro convidar toda a minha família para almoçar lá também e foi bem legal.
  • Nossos aniversários: Eu: almoço com mamis, jantar com ele, bolo no fim de semana com a minha família. Ele: almoço com pai e irmãos, jantar comigo, bolo no fim de semana com minha família.
  • Natal: uma caso a parte.

Tá chegando o Natal... que é o caso mais delicado. Ficava bem difícil encontrar a família do marido porque sempre vamos à missa, que começa às 20 horas e a família dele não conseguia esperar a gente chegar da igreja para ceiar. Afinal, eles também tem mais o que fazer e outros lugares para estar, né? Sem falar que na minha própria família tem uma ceia tradicional, com distribuição dos presentes e tudo. Como a meu lado da equação sempre vai à missa antes, acabávamos continuando a noite com eles mesmo. Mas acontece que meu sogro ficou meio enciumado. Ele também queria reunir sua família no Natal. E aí? Como proceder???


Eis que meu super cunhado resolveu o problema (Guih, seu lindo! ♥). Há dois anos (estamos indo pro terceiro!) temos uma nova tradição: o jantar de Natal. É assim: mais ou menos às 18 horas, portanto duas horas antes da missa, os Rodrigues (incluindo aí namorados, maridos, esposas, tico-tico no fubá) jantam juntos.


Assim a gente passa um tempo junto, comemora, marido e eu vamos à missa (com a barriga cheia! *rsrs*) em seguida e os outros ficam livres para passarem a ceia de Natal onde quiserem. Esse ano estamos até organizando um amigo-oculto. #orgulho


É claro que dá trabalho, a gente passa mais tempo na cozinha e tem a correria para se arrumar... mas quer saber? Vale muito a pena! Estar com quem amamos e dividir bons momentos, vale o peru inteirinho!


Ai, quase me esqueci! Também existem os avós! Além dessa maratona toda, nas datas comemorativas, também tem que passar na casa dos velhinhos e dar um cheiro em cada um. E as avós são mais difíceis que os sogros, viu? Tem que ir lá pelo menos 2 vezes no mês ou começa o drama. *rsrs* Mas a gente vai, com muito carinho, mesmo que seja rapidinho só pra dar um oi.


Com jeitinho e com carinho dá para encaixar mãe, pai, avós, irmãos, cunhados, tios, primos, afilhados, amigos... todo mundo (!!!) nos fins de semana... sem falar os aniversários, batizados, casamentos, primeira eucaristia, crisma, etc... Ser família não é mole não... mas a gente ama muito tudo isso!

Agora, abra o seu coração e digite pra valer... Me conta, por favor... como é que você faz nas datas comemorativas? Precisa ser agente duplo ou tá no esquema "cada um por si e Deus por todos"?

FUI!!!!



XOXO





quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Vida de Solteira


Sim solteira e não solteirona...

Olá, minha genteeee! Estou de volta ao Vai Garota! para tratar de um assunto delicado ou não... Como ser solteira com 30 anos sem que as pessoas achem que você está matando “cachorro a grito”, deprimida, desesperada... O melhor de tudo é que ninguém imagina que você possa ser feliz assim.

Sem mais delongas...

- "E o namorado?”; - “Já casou?”; - “Vai casar quando?"
Normalmente é bem assim que começa uma conversa com uma mulher que seja solteira e se sua resposta for: “Sou solteira!”; logo vem a resposta “Aaah coitadinha, uma hora aparece alguém”... (rsrsr).


Todo mundo acha que ser solteira depois de certa idade é um “carma”, algo ruim ou simplesmente motivo de tristeza. Mas essa coluna irá mostra a você leitora que é possível ser feliz solteira! SIM, eu disse ser feliz solteira! Antes que comece o mimimi, vou esclarecer alguns pontos:

Não sou solteirona convicta

Não sou feminista

Não sou amargurada

Não estou desesperada.


Normalmente quando as pessoas olham uma mulher, independente, bem sucedida e solteira, o olhar da sociedade já te julga e te condena... –Nossa porque não se casou?
- "Coitada! Não tem ninguém."; - "Todo mundo já se casou e você ainda não!"
Nessa hora você parece um ET.


Perguntas e afirmações dessas estão presentes no contexto de uma mulher solteira.


Fui criada com muitos princípios, num lar aonde meus pais são casados há quase 40 anos, estão juntos até hoje, irmãos casados. Então, para mim, o casamento é benção e família é a base de tudo. Logo, amore, EU SOU PRA CASAR!! E pretendo me casar.


Minha vida amorosa é uma novela mexicana. (rsrsrs). Já me aconteceu cada coisa, que somente Deus na causa. Ele já me deu cada livramento (OBRIGADA, SENHOR!).


Minhas amigas sempre dizem que eu deveria escrever um livro contando minhas desventuras amorosas. Geeentchee, é cada confusão que vocês nem imagina. Coisas que eu fico pasmaaa! E morro de rir depois. Então aqui estou eu - a convite da Gi Lizarda e com o apoio da Eliane -, para compartilhar algumas dessas aventuras.


Ser solteira não significa que você tenha que viver uma VIDA LOKA, na balada de segunda a segunda, pegando geral ou viver atrás de homens, não mesmo, vai muito além disso. Ser solteira é saber quem você é, o que você quer e principalmente saber o que você não quer.


Desde que o mundo é mundo, todo lugar prega que você só será feliz quando estiver com alguém,. Você já parou para pensar que antes de estar com alguém você, precisa ser alguém e, principalmente, precisa se conhecer e ser feliz sozinha? Muitos casamentos são frustrados porque as pessoas transferem para a outra pessoa a responsabilidade de completá-las.


Preciso fazer uma revelação: você é um ser humano completo e não uma metade!! Alguém entrará na sua vida para te transbordar, mas para isso você precisa se conhecer e se amar e é aí que o você viveu como solteira fará a diferença!!


Nos próximos posts vocês saberão o que é ser solteira nos dias de hoje.




Até mais...






quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Vida de casada - Mil e umas tretas que a gente enfrenta depois do casamento


Viva os malucos, os pirados, os totalmente sem noção que ainda se casam e se lançam nessa grande aventura que é a vida a dois. Sim, porque é preciso muito jogo de cintura, bom humor e paciência de Jó para aguentar as neuras de uma outra pessoa que teve experiências e criação diferentes das suas.


Se de um lado há a TPM, variações de personalidade humor e aquela mania de que tudo tem que ser feito exatamente como a mãe ensinou...


Do outro lado existe o cara que não entende que lixo precisa ser retirado todos os dias e que não há a fadinha da louça limpa.


E por mais que as mulheres sejam maravilhosas, multitarefas e tudo de bom, ninguém consegue manter o sorriso quando encontra a toalha molhada em cima da cama.


A verdade é que não adianta muito gritar e se desesperar. Quando você se encontra casada e, apesar de todos os defeitos do cônjuge, apaixonada, a única alternativa possível é se jogar de cabeça nesse relacionamento, pedir forças a Deus e fazer o seu melhor.


Então essa nova série que estreia hoje aqui no VG é para contar as minhas aventuras no casamento. Quase 4 anos vivendo com o Marcos Júnior - doravante referido como Marido - renderam muita estória pra contar, com a quais tenho divertido as minhas amigas. E assim como me pediram para escrever sobre minhas experiências enquanto noiva neurótica, muitas delas rogaram que eu voltasse a fazer posts assim mais engraçados sobre a vida cotidiana. Me amarrei bastante antes de aceitar, mas como "a voz do povo é a voz de Deus", cá estou. Espero que goste da seleções de histórinhas que preparei e acompanhem com carinho, como foi com os posts pré-casamento.

Aguarde as cenas dos próximos capítulos!


Beijão;





quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Eu visto 44 e sou feliz assim!!!


Eu visto 44 e me acho gostosa. G-O-S-T-O-S-A!!! Você pode se chocar com a palavra, mas pense bem... quantas mulheres você conhece que se autodenominam assim? Seja porque a mídia prega que mulher bonita é esquelética de magra ou porque os fashionistas preferem os cabides de roupa; vai ver que a sua mãe sempre pegou no seu pé para se manter no "peso ideal" ou seu sonho é desfilar como as as atrizes e celebridades... não importa. Você foi levada a pensar que pessoas magras são bonitas. Gordinhas são feias, infelizes, insatisfeitas, porcas, vacas e mais um monte de idiotices repetidas zilhões de vezes como vocabulário de papagaio. 

Eu visto 44 e sou muito mais bonita agora do que quando pesava 57 e vestia 38. Uma cara esquálida, um sorriso sem covinhas, perninhas de sabiá e nada sobrando pra pegar. Era assim que eu me sentia. Normal, seca, nada interessante. As roupas ficavam bonitas e só. Bem, nem todas as roupas, né? Digam o que quiser, minhas calças jeans revelam o que sempre suspeitei: ficam muito melhores com bumbum para preenchê-las.

Uma morena de parar o trânsito. A mulherada pode até reclamar e achar mil defeitos no meu corpo cheio de curvas, mas os homens gostam. Não que qualquer um além do meu marido importe... À propósito, ele ama. 

Posso parecer muito metida, com amor próprio exacerbado e há quem diga que tudo não passa de recalque porque não consigo emagrecer, mas vai por mim, apenas aprendi a me amar assim, exatamente como eu sou. Me matar de fome em dietas amalucadas, só comer salada quando sair com os amigos, ficar contando calorias e enchendo o saco dos seguidores no Facebook com as fotos na academia, ingerir shakes, whey, inibidores de apetite, abrir mão de bolo, pão e brigadeiro... simplesmente não é para mim. Faço academia sim, malho, vou à aulas de aeróbica, mas tudo por saúde, mais fôlego, disposição e mais firmeza nas abundantes carnes com que Papai do céu me dotou.

Essa vida de tudo light, low carb, calorias calculadas, tudo isso não me atrai. Porque eu gosto de sair com amigos e familiares e comer de tudo, beber caipirinhas (com açúcar, please?!) e chop, provar aperitivos, beliscar, me entupir de chocolate na TPM, não "frescar" se alguém me convida para ir ao Outback (friturinhaaaas!) ou à um churrasco. A vida é para ser vivida e aproveitada. Se exageros, claro, nem para um lado nem para o outro. Nem fome zero e exercícios até a exaustão... nem descontar todos os problemas na comida. A ordem do dia, do mês, da vida é EQUILÍBRIO!

Esse post veio do meu desespero em ler blogs, revistas, sites e perfis nas redes sociais sobre fitness, corpo ideal, anorexia, bulimia, barriga negativa e tantas outras loucuras. As pessoas perderam os limites, exageram nas suas buscas por felicidade e perfeição, aceitam e propagam absurdos sobre magreza, saúde e musculação. Relaxa gente... nem só de academia e regime vive o homem (e a mulher, claro!), mas de experiências saudáveis, divertidas, amizade, férias, mente e corpo sãos... e uns quilinhos a mais não são o fim do mundo. Concorda?


****************************************
Gata-garota, peço desculpas pelo sumiço e pela falta de posts. Estou tendo dificuldades em me focar no blog no momento. Entre um crescimento considerável das minhas atividades no trabalho, uma parada forçada para fugir viajar com o marido num fim de semana louco desses (já fui e já voltei) e uma pilha de livros (físicos e virtuais) suuuuper interessantes que andei devorando, acabei me enrolando mais. O que importa é que tô de volta e a chapa vai esquentar. *rsrs*


Beeeijo grande!






terça-feira, 24 de setembro de 2013

Das coisas que a gente faz por amor... malhar em academia

Tirinha do site Mulher de 30

Então eu voltei a malhar depois de 2 anos fazendo apenas caminhada. E eu odeio malhar. Odeio, odeio mesmo! Odeio entrar na academia. Odeio as pessoas me olhando (e me julgando). Odeio as posições: bunda pra cima, pra baixo, perna aberta... Odeio principalmente a dor excruciante do dia seguinte à troca do treino. E odeio o garoto 10 anos mais novo que eu me chamando de molenga (e sim, esse é o professor). E ah, sim... odeio acordar cedo para ir malhar. Só mais uma coisa: odeio a moda fitness (o que é aquele macaquinho justo from hell que as mulheres usam hoje em dia? A treva!!!). 


Mesmo assim, eu voltei a malhar. O engraçado é que estou numa fase bacana em que me sinto linda, realmente gostosa (modéstia pra quê, né? *rsrs*). Vestindo quase 44, mas extremamente satisfeita com meu corpo. Acontece que marido passou do sobrepeso à obesidade leve depois do casamento e essa situação ficou preocupante. Daí que eu o animei a ir à nutricionista, endocrinologista, cardiologista e academia de musculação. Não pela estética - até porque eu o considero mais lindo ainda gordinho -, mas porque o sedentarismo traz uma série de problemas de saúde. Seria bastante fácil mandar o marido malhar, suar a camisa, começar dieta, reeducação alimentar e eu mesma não contribuir com nada além de um tapinha nas costas e meus parabéns. Casamento é parceria. É na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, no fast-food e no low-carb, na cama dormindo e nos malditos abdominais. 


E mesmo sendo uma grande incentivadora das comidinhas no Instagram (#vaigordinha) e mais ainda dentro da minha barriguinha... eu voltei a malhar e a comer melhor. Então hoje, às 07:30, estava na academia começando o treino. E sei que amanhã, quando acordar, estarei sentindo dores em músculos que nem sabia que existiam. Que o relaxante muscular me ajude! Que a força de vontade não me falte! Que a coragem seja minha companheira! E já que estou mesmo nessa jornada... que as gordurinhas do braço - as únicas que verdadeiramente me incomodam - saiam todas sem demora.



Mil beijos;






quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Consumo consciente versus Blogueiras e Leitoras

Imagem retirada do site Mundo Open Door

Olá, garota!

Depois de me casar, comecei a ver a vida de uma forma bem diferente. Minhas prioridades mudaram, meus hábitos de consumo, principalmente, tomaram outro rumo. Se antes do casamento o dinheiro que recebia pelo meu trabalho era meu somente, hoje é nosso, para pagar as nossas contas e nossa diversão também, por que não? Se antes minha mãe me dava de tudo, hoje preciso me lembrar que a responsabilidade de comprar até o shampoo diário é minha.

Vendo minhas contas, percebi que ainda tenho os maus hábitos de solteira: gastar muito com maquiagem, produtos para cabelo, frescurinhas, lanches na rua e etc. Não que eu não possa mais gastar comigo... mas não posso mais gastar SÓ comigo, quando tenho o apê, reforma esperando, contas que não param de chegar. Tenho vontade de fazer grandes mudanças em minha "casa", mas isso só será possível se começar a poupar dinheiro e as mil compras nas lojas de beleza precisam diminuir.

Com essas questões na cabeça, comecei a rotina de leitura de feeds. Li um post no Blogueira Shame - coisa que nunca faço porque não gosto de dar "ibope" pra esse tipo de blog, mas vá lá... nesse dia o título me chamou a atenção - que mostrava a indignação de uma suposta leitora à uma blogueira que, pelo que consta, faz muito jabá (post pago, publipost). Essa tal leitora esculhambava a blogueira, dizendo que gostava dela e dos seus looks, mas que estava cheia dos posts pagos, de propaganda, e que esses posts promoviam o consumismo exagerado das leitoras. Bem, era mais ou menos isso que a leitora dizia, mesmo que não com essas palavras.

Fiquei encafifada com isso, sabe? Comássim que a culpa era da blogueira??? Gente, era uma mulher adulta escrevendo, um ser pensante, livre, pela forma que escrevia pode-se dizer que esclarecida, educada. E ela dizia que a culpa das leitoras comprarem sem pensar era da blogueira. Que uma criança ou um adolescente seja influenciado e até manipulado para comprar algo de que não precisa, a gente até entende. Mas uma mulher adulta e inteligente comprar algo só porque viu em um blog é demais para a minha cabeça. Existem blogs aos montes, de assuntos variados, com ou sem propaganda, persuasivos ou não, mas a não ser que o blogueiro use mensagens subliminares, não tem como ele manipular a decisão de compra de alguém. Isso me soa como desculpa esfarrapada para se livrar da culpa.

Eu compro, compro muito mais do que preciso ou deveria, mas compro porque eu quero, porque eu decido gastar. Se vejo um produto muito bom em algum blog, propaganda, tv, rádio, internet ou o que seja, e compro, essa compra foi decisão minha. É o que meu professor de Sociologia perguntou em minha primeira aula da matéria no curso de Comunicação Social: "A propaganda cria necessidades ou desejos?". Não sei até hoje, mas tenho certeza que a propaganda não coloca uma arma em minha cabeça e me obriga a comprar algo. Ela pode fazer com que eu fantasie que serei mais bonita/amada/querida/elogiada/apreciada se comprar um produto? Sim, com certeza. Mas apenas uma pessoa fraca ou doente, como no caso do comprador compulsivo, não consegue resistir aos apelos de um chamado publicitário.

Em Marketing (outra matéria do curso), aprendi sobre a Pirâmide de Maslow.
"A hierarquia de necessidades de Maslow, também conhecida como pirâmide de Maslow, é uma divisão hierárquica proposta por Abraham Maslow, em que as necessidades de nível mais baixo devem ser satisfeitas antes das necessidades de nível mais alto. Cada um tem de 'escalar' uma hierarquia de necessidades para atingir a sua auto-realização."
Fonte: Wikipédia 

Seria mais ou menos assim:

Imagem retirada do site Gestão Nossa de Cada Dia


  • necessidades fisiológicas (básicas), tais como a fome, a sede, o sono, o sexo, a excreção, o abrigo;
  • necessidades de segurança, que vão da simples necessidade de sentir-se seguro dentro de uma casa a formas mais elaboradas de segurança como um emprego estável, um plano de saúde ou um seguro de vida;
  • necessidades sociais ou de amor, afeto, afeição e sentimentos tais como os de pertencer a um grupo ou fazer parte de um clube;
  • necessidades de estima, que passam por duas vertentes, o reconhecimento das nossas capacidades pessoais e o reconhecimento dos outros face à nossa capacidade de adequação às funções que desempenhamos;
  • necessidades de auto-realização, em que o indivíduo procura tornar-se aquilo que ele pode ser.

Não é difícil de ver onde nossas comprinhas de beleza se encaixam, né? Quase no topo da pirâmide, nas necessidades de estima. O problema é que tem muita gente que passa por cima das outras necessidades para ter roupa bonita, perfume caro, acessórios de marcas famosas. Tem gente que deixa de almoçar para poder comprar uma bolsa. Mora em lugares perigosos e afastados, mas só usa roupa de marca. Mas será que isso é culpa da propaganda, das revistas, da tv, dos blogs e blogueiras? Ou o consumidor anda pirando na batatinha e enfiando o pé na jaca?

Reflita...




Beijos;





terça-feira, 30 de julho de 2013

O caso "quem disse, berenice?"


Olá, garota!

Eu não nego (aqui no blog e na "vida real") que sou uma pessoa chata. Acredito no poder da reclamação, da boca no trombone, na luta pelos direitos e etc. A prova disso é a coluna "Desabafo", uma das mais alimentadas aqui no VG!. Quando acho ruim um tratamento, situação, compra, produto, serviço, atitude, comento no blog, Twitter, Fanpage, perfil pessoal do Facebook e assim por diante. Mas uma coisa nunca tinha acontecido comigo: eu nunca voltei com um post para dizer que algo foi resolvido ou que alguma empresa tenha me procurado para tentar resolver. Até a semana passada...

Quarta-feira, dia 25 de julho, fui contatada por e-mail pela Nova Comunicação, a empresa que age como assessoria de imprensa da marca "quem disse, berenice?". Tudo por causa do post sobre o primer facial onde, no comecinho, desabafei que a marca tinha ignorado minhas mensagens e outras tentativas de contato. Foi uma queixa boba, de apenas um parágrafo, feita no dia 23 de julho. Pois bem, no dia 25 de julho a Nova Comunicação, em pessoa da Fabiana Marques, entrou em contato pedindo que eu relatasse com detalhes o que havia acontecido comigo para que o problema fosse averiguado e, se possível, resolvido. Inclusive a moça até se ofereceu para me ligar caso eu não quisesse falar tudo por e-mail. 

Não pedi autorização à empresa para transcrever aqui a nossa conversa. Tenho certeza de que seria autorizada, mas como a conversa envolve outras blogueiras do Distrito Federal (que eu citei, não a empresa. É bom deixar claro!), achei por bem contar apenas a essência. Então vamos ao resumão:

No post do dia 23 eu reclamei do tratamento, aliás da falta de um, na Fanpage da qdb?. No dia 25 a assessoria entrou em contato pedindo mais informações. No mesmo dia eu respondi ao e-mail contando que eu tentei saber, através da Fanpage sobre o lançamento da loja qdb? do Pátio Brasil (Brasília) e se haveria algum evento para as blogueiras. Também reclamei porque eles escolheram algumas blogueiras para um evento posterior à inauguração da loja, enquanto eu não recebia nem respostas. Aproveitei para lembrar à Nova Comunicação que o Clube de Blogueiras de Brasília não me representa, que não participo do grupo e que sou constantemente excluída dos eventos justamente por não participar do mesmo. Finalmente, expus que vááárias outras blogueiras obtiveram o mesmo tratamento que eu, foram ignorados seus contatos e perguntas. A assessoria me respondeu que não entendia o problema de contato com a Fanpage, mas que iriam investigar (e tenho recebido boletins sobre essa investigação com regularidade). A Nova Comunicação assumiu que fez o evento para as blogueiras e que foram convidadas as blogueiras que tinham entrado em contato com a marca (bem... nem todas, né?) e outras indicadas pelo Clube de Blogueiras de Brasília. Fui incluída no mailing da qdb? e minhas mensagens encaminhadas à responsável pelas Relações Públicas da marca para que eu fiquei por dentro das novidades. Além disso, a Fabiana me pediu indicações de outros blogs da região para que fossem incluídos nos contatos da empresa.

E por que eu tô contando tudo isso? Porque acredito em empresas sérias e empresa séria é aquela que não ignora cliente/consumidora/blogueira, que não faz tratamento diferenciado por número de seguidores ou "importância" na blogesfera. Sei muito bem que não sou uma blogueira grande, mas sou uma das maiores no DF e falei isso à assessoria. Ainda que eu fosse uma blogueira menor ou apenas uma consumidora, mereço ser tratada com respeito, educação, cordialidade. E isso a assessoria da "quem disse, berenice?" fez bem. Identificou um problema de comunicação, entrou em contato, se informou melhor, não pré-julgou, se defendeu, pediu desculpas pelos desentendimentos e se mostrou presente para resolver o caso.

Cara leitora, eu não fui comprada para escrever esse post. Não recebi uma caixa com produtos da qdb?. Não recebi voucher para comprinhas na loja virtual, nem desconto, nem qualquer vantagem... Recebi respeito, atenção, um contato educado e responsável, a promessa da investigação do problema e sua possível resolução. E isso não tem preço! Resolvi escrever esse post para dizer que não adianta apenas reclamar. Eu reclamei e fui atendida, então era hora de mostrar no que isso deu. Eu poderia guardar isso para mim e você ficaria com a primeira impressão de que a marca não liga para seus clientes, mas não seria certo. Resolvi escrever esse post porque acredito em empresas sérias e descobri na "quem disse, berenice?" e na Nova Comunicação empresas sérias. 

Agradeço à Nova Comunicação pelo cuidado e por todo o atendimento. Agradeço à Fabiana Marques pelo profissionalismo e tratamento educado. Agradeço às leitoras que compartilharam suas experiências com a marca através dos comentários.

E por hoje é só.



Abraço apertado-quebra-costelas;





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