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sábado, 4 de fevereiro de 2017

A Garota lê: Cheio de Charme - Marian Keyes


Oizinho, garota!

Durante a minha viagem de férias, li muita coisa boa, mas o que mais me prendeu a atenção foi esse livro da minha autora amada, Marian Keyes. Muitas risadas, tensão e mistérios em "Cheio de Charme".

Título: Cheio de Charme
Titulo original: The charming man
Tradução: Maria Clara Mattos
Autora: Marian Keyes
Gênero: Romance irlandês/chic-lit
Editora: Bertrand Brasil
784 páginas

Sinopse:
Quatro mulheres diferentes. Um homem terrivelmente sedutor. E o segredo sombrio que conecta a todos. Esse é Cheio de Charme. A estilista Lola tem todos os motivos para chocar-se com a notícia do casamento: apesar de ser a namorada do cara, ela não é, definitivamente, a noiva. Já a jornalista Grace conheceu Paddy há muito tempo, mas por algum motivo não consegue esquecê-lo. Marnie, casada e com filhos, não tira da cabeça o político conquistador, seu amor adolescente. E Alicia, a noiva, fará de tudo para preservar seu reinado.

Retirado do Skoob 

Sobre a autora: 
Ler o primeiro post do Especial Marian Keyes.

Sobre "Cheio de Charme":
Li "Cheio de Charme" no Kindle, por isso este post está tão carente de imagens. É um senhor livro! São 784 páginas de fortes emoções, o costumeiro bom humor da autora e muito assunto polêmico.

O Senhor Cheio de Charme do livro é Paddy de Courcy, um político influente na Irlanda, e mulherengo incorrigível. Ele namora Lola, uma estilista de cabelo roxo (opa! Bordô!!!), mas a imprensa anuncia seu casamento com Alicia. Todo o frenesi que esse noivado provoca é coberto pela jornalista Grace que, como sua irmã Marnie, conhece muito bem o Sr. De Courcy.

Para mim, foi o livro mais genial de Marian Keyes. Com muita habilidade a autora vai tecendo a trama, desenredando seus personagens, revelando as facetas de suas personalidades e mostrando que todos estão interligados. Descobrimos como Lola conheceu Paddy e como ele fez para que ela ficasse vidrada em suas técnica de conquista (lê-se sexo desavergonhado!). Presenciamos a fixação maluca de Alicia por este homem de mil qualidades. Desconfiamos de todo desprezo de Grace pelo político. E, por fim, sofremos junto com Marnie, a perda, a rejeição e a doença.

Todas as mulheres da vida de Paddy testemunham durante os capítulos as suas desventuras amorosas. Mesmo as que parecem ter seguido em frente, têm uma ligação incrível com o garanhão. Cada hora uma delas é o foco no livro, mudando de capítulo a capítulo, deixando o leitor com água na boca, naquela vontade louca de saber o que está acontecendo de verdade. Mas a autora é má, vai desfiando as estórias com muita tranquilidade, mesclando passado e presente, dando dicas, instigando a curiosidade. Fato comprovado nos relatos soltos de violência doméstica contra uma das mulheres que a autora não revela quem é até quase as últimas páginas do livro, que esse livro causa dor. Esse mistério todo quase me deixa maluca. E, pela primeira vez na minha vida de detetive literária, errei feio na aposta de quem era a maior vítima.

Verdade que nem tudo que reluz é ouro, não é mesmo? O leitor vai conhecendo Paddy de Courcy e suas namoradas e percebendo que o "príncipe" do começo do livro é um belo dum sapão verruguento, mas nem de longe eu desconfiei que ele seria tão desprezível. Chorei as dores da Marnie, mas também a xinguei diversas vezes por ser uma molenga. Queria matar a Grace em seus momentos de fraqueza. Adorei a Lola e sua personalidade esfuziante, de um coração tão terno e grande que abrigou tanta gente linda e as nem tão lindas assim. E desprezei/odiei/e tive dó de Alicia e sua cegueira crônica no quesito homens. Visitei os bares de Knockavoy, tomei vinho com as "meninas" da Cabana do Tio Tom, conheci a redação de um jornal e o lado sujo da política irlandesa (tá pensando que só no Brasil tem corrupção?). Enfim, curti o livro do início ao fim.

"Cheio de Charme" é sobre relacionamentos abusivos, violência doméstica, estupro e alcoolismo. Mas também fala sobre amor, superação, tomar as rédeas da própria vida, trabalho honesto, amizade verdadeira e largar mão de preconceitos.

Esse livro foi chegando devagarinho e me conquistando. Está ali entre os meus preferidos da autora. Quer saber como está a colocação de cada livro que li da autora até agora?

  1. Férias
  2. Cheio de Charme
  3. Sushi
  4. Tem Alguém Aí?
  5. Um Bestseller pra Chamar de Meu
  6. Los Angeles
  7. Melancia
  8. A Estrela Mais Brilhante do Céu (logo logo vem resenha dele)

Agora preciso juntar um dinheirinho para garantir "Cheio de Charme" como livro físico na minha biblioteca. É muito amor!



Um beijo e um queijo;





quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

A garota lê: É Agora... ou Nunca - Marian Keyes


Oi, garota!

Alguém estava com saudades das resenhas literárias? Pois eu estava! Adoro falar sobre meus amigos de papel. E hoje trouxe mais um chic-lit da minha autora querida, Marian Keyes. Segura!


Título: É Agora... ou Nunca
Titulo original: Last Chance Saloon
Tradução: Renato Motta
Autora: Marian Keyes
Gênero: Romance irlandês/chic-lit
Editora: Bertrand Brasil
588 páginas

Sinopse:
Tara, Katherine e Fintan são amigos inseparáveis. Nascidos no interior da Irlanda, partiram juntos para Londres e se deram muito bem profissionalmente, pelo menos. Pois, nas grandes cidades, o mercado amoroso está saturadíssimo! E os corações dos três, todos na faixa dos trinta e poucos anos, podem não aguentar: o de Tara já se partiu, o de Katherine está prestes congelar e o de Fintan pode até parar de bater. É chegada então a hora de gritar por mudanças... ou calar-se para sempre!
O destino entrará em cena sem pedir licença, mudando as vidas dos três amigos de forma totalmente inesperada... e muito divertida!
Tara namora Thomas há dois anos, mas o relacionamento é, digamos assim, morno... frio... gelado, mesmo: o sexo do casal é como Papai Noel, que não existe, mas, se você tiver muita fé, aparece, todo coberto de neve, uma vez por ano. Thomas, ainda por cima, é um pé-rapado que vive comprando presentes ridículos para a namorada - como cremes para as mãos e bolsas de água quente... em promoção. Para piorar, ele ainda tem a coragem de dizer que Tara está gorda - só porque seu manequim pulou de 42 para 50!
Já Katherine é uma mulher independente e equilibrada, que sempre atraiu os olhares masculinos. Mas sua primeira decepção amorosa ocorreu aos 19 anos, abrindo feridas jamais cicatrizadas. Hoje, ela prefere se relacionar com vitrines de lojas de roupas ou controle remoto de sua televisão. Nem Joe Roth, o colega de trabalho bonitão que se ofereceu para ajudá-a a trocar de canal, parece interessá-la.
E Fintan, que nunca escondeu sua homossexualidade, encontrou o equilíbrio na amizade da dupla. Mas esse círculo, antes perfeito, fica a ponto de se quebrar quando ele revela sofrer de uma séria doença. Assim, as duas prometem fazer tudo o que o amigo pedir e o mundo fica de pernas para o ar! Graças às suas exigências malucas, Fintan assiste de camarote às mudanças - para melhor, claro - nas vidas de Tara e Katherine. 
Retirado do Skoob

Sobre a autora:
Ler o primeiro post do Especial Marian Keyes.

Sobre "É Agora... ou Nunca":


Mais um livrão de Marian Keyes, mais uma trupe de personagens "reais", possíveis, encontrados entre nossos amigos, família, dentro de nós mesmos. Em "É Agora... ou Nunca" conhecemos Tara, Katherine e Fintan, amigos desde a adolescência, inseparáveis e leais. Tara, uma comedora compulsiva, que se contenta com muito pouco: um namorado pra lá de medíocre (na verdade, um babaca completo... e sovina!). Katherine, a certinha, a perfeita, aquela que prefere não se envolver mais com homens e relacionamentos. E Fintam, um gay excêntrico, rainha do mundo da moda.

Marian Keyes expõe o mundo de seus três mosqueteiros, explicando de onde vieram, como se conheceram e suas relações atuais: Tara com Thomas, Fintan com Sandro e Katherine com suas gavetas de roupas combinando (e muito bem arrumadas!). Até que um dia, Fintan percebe que a vida é curta e que suas amigas estão perdendo um tempo precioso, fugindo de sentimentos, se escondendo em carreiras fantásticas, atrás da comida e outras bobagens. Ele lança um desafio, um apelo: elas devem mudar suas vidas, terminar ciclos viciosos, dar uma guinada de verdade. Tara deverá se livrar de Thomas, Katherine se abrir para o amor. Com muita chantagem e sentimentalismo, Fintan consegue convencer suas amigas a fazerem o que ele quer.


Tentando cumprir a bendita promessa, Tara irá se conhecer melhor, se descobrir como mulher independente e poderosa, senhora de seus sentimentos e escolhas. Me identifiquei muito com Tara, e não só porque ela é uma comedora compulsiva, drama queen de carteirinha, mas porque toda mulher teve ou terá um relacionamento bem porcaria do qual não consegue simplesmente se livrar.

Já Katherine, irá lutar contra seus traumas amorosos, dar uma chance ao novo colega de trabalho e enfrentar um fantasma de seu passado. Enfrentando o T.O.C. (Transtorno Obsessivo Compulsivo) e a rejeição, ela vai precisar aprender que nem tudo sai como a gente planeja.

E Fintan precisará de suas duas grandes amigas e de seu namorado foférrimo para enfrentar uma doença cruel.

Pronto! Temos o cenário, os personagens principais e aqueles secundários que não conseguimos deixar de amar e/ou odiar. Com isso, Marian Keyes faz a sua mágica de escrever sobre "a vida como ela é", os dramas urbanos, a difícil, mas divertida, vida na cidade grande e as peripécias de encontrar alguém para amar e ser amado. Ler "É Agora... ou Nunca" é rir bastante com as maluquices de personagens bem construídos, é se emocionar com o medo da morte, é lembrar de amores que se foram, se sentir vingada contra uma decepção amorosa e saber que sempre é possível recomeçar.

Não é meu preferido da autora (Férias! é o meu grande amor!), mas não há como errar escolhendo "É Agora... ou Nunca". Quem sabe a leitura te faça tomar uma decisão... a decisão de ser feliz HOJE!


Mil beijos;





sexta-feira, 11 de setembro de 2015

A garota lê: Los Angeles - Marian Keyes


Oi, garota!

Olha eu aqui outra vez com mais um chick lit da Marian Keyes, aquela escritora mara da Irlanda, que muito diverte a mulherada do mundo todo. Com você, Los Angeles no Especial Marian Keyes.

Título: Los Angeles
Título original: Angels
Autora: Marian Keyes
Gênero: Romance/Literatura Moderna/Chick lit
Editora: Bertrand Brasil
490 páginas

Sinopse:
Maggie sempre foi uma anjinha, a cria mais certinha da complicada (e engraçadíssima) família Walsh... até se cansar de andar na linha e mandar todas as regras que a prendiam a um dia-a-dia em sal (e muito menos açúcar) às favas - a começar pelo casamento (que, para o bem da verdade, nunca havia realmente engrenado) e o trabalho bitolante numa firma de advocacia. Ao largar essa vida em preto e branco no passado, Maggie decide se mandar para o lugar onde a realidade promete ser em Technicolor: Hollywood, claro! Terra do glamour, da liberdade, da beleza (até as palmeiras das calçadas são magras), da luxúria e, obviamente, da diversão! Em Los Angeles, acompanhamos Maggie Walsh em sua busca por um sentido na vida em meio às calçadas estreladas de Hollywood, os subúrbios sofisticados de L.A., o bronzeado deslumbrante que só se consegue nas praias da Califórnia, vários martínis, algumas decepções... e muitas risadas, claro. Ao se hospedar com sua melhor amiga, Emily, uma pretendente a roteirista, Maggie começa a fazer coisas que jamais fizera antes: se infiltra em grupinhos de estrelas de Hollywood (mesmo que do segundo escalão), usa meias-calças na cabeça para firmar o penteado, se especializa em ser cara-de- pau profissional para realizar apresentações de roteiros a grandes (ou nem tanto) produtores... Mas será que em meio a tanta aventura, drama e comédia pastelão haverá espaço para um romance - daqueles bem cafonas e açucarados (ou seja, os melhores de todos)?

Retirado do site Skoob 



Sobre a autora:


Sobre "Los Angeles":

Mais uma filha da engraçadíssima família Walsh, de Dublin na Irlanda, é personagem principal. Dessa vez, conhecemos melhor a Margaret, ou Maggie; a filha certinha, o orgulho da mamãe Walsh, aquela que se casou com seu primeiro namorado, Garv.

Maggie é a narradora de sua própria estória. Ela é intérprete jurídica de um escritório de advocacia e tem um emprego muito chato e exigente. Paul Garvan, ou apenas Garv, seu marido, é um cara comum, daqueles em que você nunca pensa como algo mais, nunca faz com que uma mulher se encante à primeira vista. É um bom marido, Margaret admite, ainda que, por causa de um único incidente ao conhecer sua família, o pobre tenha ficado taxado de sovina. É claro que não é nada disso, mas o cara trabalha como atuário no mercado econômico-financeiro e a fama acaba pegando.


A narrativa começa no dia em que Maggie descobriu que havia algo de muito errado em seu casamento. À bem da verdade, ela desconfia há um bom tempo que o seu casamento não está bem das pernas e julga que Garv a culpa por isso. Acontece que, sem nem uma discussão decente (essa irmã não nasceu com o DNA de diva, como as outras Walsh), Margaret, decide dar um tempo. Para isso, praticamente foge para Hollywood. Ela se hospeda na casa de sua amiga Emily, uma roteirista, e as duas começam a viver loucas aventuras em solo norte americano.


Em meio à festas, celebridades (de segunda categoria, claro!), roteiros mirabolantes e tudo o que a cidade de Los Angeles tem a oferecer, Maggie começa a analisar seu casamento e a fazer uma lista dos defeitos de Garv. Ela vai tão fundo em sua análise, que começa a questionar quando foi realmente que seu casamento começou a desmoronar e os acontecimentos que levaram ao colapso. Mas o problema é bem mais antigo e sério do que o leitor poderia imaginar. Passamos a ver o quanto Maggie se culpa pelas decisões do passado e o quanto suas atitudes e mágoas interferiram em sua vida matrimonial. 

Apesar de Margaret não ser uma "drama queen", Los Angeles é um livro bastante engraçado, que tem por plano de fundo o fantástico e nem sempre glamouroso mundo do cinema. Os personagens são cativantes e quando você começa a saber realmente o que aconteceu com o casal principal, a perspectiva muda e é inevitável torcer para que eles se acertem. Garv se torna encantador, apesar de não fazer o gênero conquistador; e Maggie demonstra toda a sua fragilidade e ingenuidade. É um livro fofo. Não se trata de um romance avassalador, mas de amor e amizade entre um casal. Fala sobre superação, perdão e que novos começos só vêm depois de um fim.

Gostei bastante de Los Angeles porque ele mostra que amor é cuidado, é parceria, é aquele sentimento gostoso de cumplicidade. Casamento é algo difícil e nem sempre estamos na vibe de aguentar a pessoa com todos os seus defeitos e passado sombrio. Mas, ao invés de desejar aventuras amorosas e grandes demonstrações de afeto, podemos encontrar amor em pequenos gestos diários, nos mínimos detalhes da vida conjugal.

Los Angeles está recomendado, muito bem recomendado!

Este livro está a venda nas melhores livrarias virtuais do país.


Beijocas;






quarta-feira, 3 de setembro de 2014

A garota lê: Tem Alguém Aí? - Marian Keyes

Hello girl! Continuando o Especial Marian Keyes...


Título: Tem Alguém Aí?
Título original: Anybody Out There?
Autora: Marian Keyes
Gênero: Romance/Literatura Moderna/Chick lit
Editora: Bertrand Brasil
Tradução: Renato Motta
602 páginas

Sinopse:
Anna Walsh é um desastre ambulante. Ferida fisicamente e emocionalmente destruída, ela passa os dias deitada no sofá da casa de seus pais em Dublin com uma ideia fixa na cabeça: voltar para Nova York. 
Nova York é onde estão seus melhores amigos, é onde fica o Melhor Emprego do Mundo®, que lhe dá acesso a uma quantidade estonteante de produtos de beleza, mas também, e acima de tudo, é a cidade que representa Aidan, seu marido. Só que nada na vida dela é simples... Sua volta para Manhattan se torna complicada, não só por conta de suas cicatrizes físicas e emocionais, mas também porque Aidan parece ter desaparecido.
Será que é hora de Anna tocar sua vida pra frente? Será que ela vai conseguir (tocar a gente sabe que sim; o negócio é pra frente)?
Uma série de desencontros, uma revelação estarrecedora, dois recém-nascidos e um casamento muito esquisito talvez ajudem Anna a encontrar algumas respostas. E talvez transformem sua vida... para sempre.

Informações retiradas do site Skoob.



Sobre "Tem Alguém Aí?":

Voltando às Irmãs Walsh, da família mais divertida da Irlanda, "Tem Alguém Aí?" conta a história da Anna. A penúltima irmã nascida nessa família maluca, Anna já foi citada nos dois livros das irmãs, "Melancia" (Claire) e "Férias" (Rachel). Ela é aquela meio hippie, que usa drogas de vez em quando e que vive sumindo com o namorado. Só que nesse livro, Anna já cresceu, tomou juízo, fez faculdade, mudou-se para Nova York e arrumou o Melhor Emprego do Mundo®.


Então a Anna trabalha no lugar dos meus sonhos, paraíso das beauty bloggers e tem o marido mais fofo e apaixonado que o mundo já viu. Só que não é assim que a estória começa. Nas primeiras páginas do livro, Anna conta que está de volta à Irlanda, na casa dos pais, se recuperando de um grave acidente de trânsito. Ela tem vários ossos quebrados, unhas arrancadas, o rosto cheio de pontos e a perspectiva de uma enorme cicatriz na face. Nossa heroína não está preocupada com tudo isso. Na verdade, Anna quer mesmo é saber onde Aidan, seu marido, foi parar. Afinal, desde o acidente que ela não o vê, não fala com ele e não tem notícias. É por isso que se apressa em voltar para casa, mesmo ainda não estando 100% recuperada.


E Anna volta à Nova York, seu trabalho, sua vida e sua rotina de e-mails diários à Aidan. Todos os dias ela descreve seu look amalucado (acontece que na Candy Grrrl, uma marca jovem, as funcionárias se vestem com roupas modernas e ridículas) para o marido, na tentativa de que ele se manifeste. Mas isso não funciona. O que terá acontecido com Aidan? Onde ele se meteu? Será que está bravo com Anna?

A paranoia dela é tão grande, que começa a vê-lo em diversos lugares na cidade e é durante esses devaneios que o leitor começa a se inteirar sobre a estória de amor dos dois. Enquanto Anna se recupera do acidente e testa um novo e revolucionário creme rejuvenescedor em suas cicatrizes do acidente, lentamente juntamos as peças do que aconteceu antes e durante o acidente. Finalmente descobrimos o que aconteceu com Aidan e as consequências disso na vida de Anna.

É um livro divertido sim, como se espera de Maria Keyes, mas com uma pegada melancólica e, por vezes, meio tensa e cheia de expectativas. Tem momentos altamente tristes, em que as minhas lágrimas rolaram soltas, mas também muitos diálogos malucos e hilários. Me comoveu e divertiu. É sobre recomeços, amor incondicional, reviravoltas da vida e tudo isso com muito bom humor. Recomendo!


Beijocas estaladas;





sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

A garota lê: Um Bestseller pra Chamar de Meu




Título: Um Bestseller pra Chamar de Meu
Título original: The Other Side of the Story
Autora: Marian Keyes
Gênero: Romance/Literatura Moderna
Editora: Bertrand Brasil
Tradução: Renato Motta
742 páginas

Sinopse:
Marian Keyes agora revela com diversão, drama e alto-astral os bastidores do mundo do livro. Se você é daqueles que acha que um escritor de sucesso já tem a vida ganha porque publicou um livro que vendeu igual água, você é mais um que precisa se informar mais sobre o que acontece nos bastidores editoriais. Ah, tudo bem, você sabe que exitem editores, agentes literários, entre outros personagens que atuam neste ramo... mas o que fazem, como sabem qual é "o livro", "quem" é o escritor, "quando" vai acontecer aquele lançamento, entre outras dúvidas que atormentam essas pessoas, bem, isso chega ao alcance de poucos.
Jojo é a personagem focada, com olhos bem atentos às nuvens para não errar o plano de vôo, mas como nada é perfeito... ela acaba se apaixonando por um dos seus chefes; justamente o casado. Lily Wright ainda está colhendo os frutos de seu romance de estréia. Contudo, seu segundo livro parece que se nega a sair de sua cabeça, e o prazo de entrega... vai para o espaço. Acontece que Lily ouviu os conselhos do "amor da sua vida" e gastou quase todo dinheiro na compra de uma casa. E agora? Para completar o elenco principal, Gemma Hogan. Organizadora de eventos, era a melhor amiga de Lily, até se apaixonar pelo amor da sua vida, que coincidentemente (ou não) é o mesmo do de sua melhor amiga. Gemma cuida da mãe recém-abandonada pelo marido e leva uma vida social sem grandes emoções. Gemma e Jojo acabam trabalhando juntas.
Informações retiradas do site Skoob

Sobre a autora:
Vide primeiro post do Especial Marian Keyes.


Sobre Um Bestseller pra Chamar de Meu:

O livro "menos preferido" por mim da autora. Não que falte nele o humor característico de Maria Keyes, personagens batalhadoras e que se superaram em crises ou muito drama de diva, mas sei lá... não rolou identificação com as personagens.

O livro começa com um e-mail muito peculiar de Gemma para sua amiga Susan, contando que seu pai largou sua mãe para morar com a amante. Gemma assume o papel de mãe, enfermeira, amiga, confidente, empregada e garota de recados de sua progenitora, que desolada, não consegue sair da depressão e ficar sozinha em casa. Além de tentar juntar os cacos da vida de sua mãe, ela ainda tem suas próprias feridas para lamber e a eterna mágoa de sua ex-melhor-amiga Lily, que se apaixonou, casou e teve uma filha com o seu grande amor.

Lily é a mártir em pessoa. Personagem que me cansou muito! Ela sofre pois "roubou" Anton de Gemma, não consegue escrever o novo romance encomendado pela editora - do qual já gastou todo o adiantamento comprando uma casa - e assim vive um eterno drama. ZZzzzzZzzZzzzzzzz

Jojo é uma editora competente que precisa aguentar o ego enorme de seus clientes escritores e descobrir novos talentos ao mesmo tempo em que vive um romance com seu chefe (casado!). Jojo sabe que está fazendo tudo errado, mas não consegue se livrar dessa paixão, mesmo sofrendo em dividir um homem.


O livro é bem divertido, sobretudo quando acompanhamos os e-mails de Gemma para Susan, que acabam se tornando um livro. Apesar de não ter o talento natural de Lily para escrever romance, Gemma ganha disparada em bom humor, sarcasmo, ironia e críticas abrasivas contra seu pai traidor.

Jojo contribui com sua visão de diva editorial, sendo um amor e às vezes uma "vaca" adorável com seus subalternos. Adoro!!!

O mais legal de Um Bestseller pra Chamar de Meu é acompanhar os bastidores do mercado editorial, seus vícios e suas manhas. Quem diria que esse comércio é tão competitivo e cruel? Se você tem curiosidade sobre essa área, o livro é um ótimo e divertido guia.

A parte ruim desse livro é que ele se estende por páginas e páginas sem realmente acontecer grandes coisas.  A leitura em certas partes é bem arrastada. São atividades corriqueiras e triviais, sim, mas também com pitadas de inveja, vingança, traição... Mas nem tudo é negativo, claro. Em Um Bestseller pra Chamar de Meu também vemos superação, perdão, autovalorização e muita comédia. Recomendo, mas não tenha muitas expectativas. Apenas se divirta com a leitura!



Abraço apertado;





quarta-feira, 6 de novembro de 2013

A garota lê: Sushi - Marian Keyes


Hey girl! Tudo belê?

Continuando o Especial Marian Keyes... trouxe Sushi, um livro com múltiplas personagens principais, risadas, loucuras e dramas. Acho que blogueiras e leitoras podem se identificar bem com o mundinho criado por Keyes na trama.


Título: Sushi
Título original: Sushi
Autora: Marian Keyes
Gênero: Romance/Literatura Moderna
Editora: Bertrand Brasil
Tradução: Heloisa Maria Leal
559 páginas

Sinopse:
"Sushi" é um livro sobre a busca da felicidade. E ensina que, quando você deixa as coisas ferverem sob a superfície por tempo demais, cedo ou tarde elas acabam transbordando. Perspicaz, engraçado e humano, este romance de Marian Keyes consolida sua posição como a mais popular jovem autora da Grã- Bretanha. Lisa Edwards, a durona e sofisticada editora de revistas, acha que sua vida acabou, quando descobre que seu novo emprego "fabuloso" não passa de uma ordem de deportação para a Irlanda, com a missão de lançar a revista Garota. Ashling Kennedy, a editora assistente da Garota, também tem seus problemas. É a Rainha da Ansiedade, e não é de hoje que sente que algo não está cem por cento na sua vida. E não só porque o que lhe sobra são bolsas, falta em cintura e namorado - mas porque, no fundo, no fundo, falta algo mais, como aquele pontinho minúsculo que fica na tela quando a gente desliga a TV à noite. Conhecida como "Princesa", a vida sempre deu a Clodagh tudo que queria (e por que haveria de ser diferente, quando se é a garota mais bonita da turma?). Ao lado de seu príncipe e dois filhinhos encantadores, ela vive um conto de fadas doméstico em seu castelo. Mas então, por que será que nos últimos tempos anda sentindo vontade - e não pela primeira vez - de beijar um sapo? (Abrindo o jogo: de dormir com um sapo). Mais um sucesso de Marian Keyes, que vem divertindo milhares de leitores no mundo todo.

Informações retiradas do site Skoob


Sobre a autora:
Vide primeiro post do Especial Marian Keyes.


Sobre Sushi:

Saindo um pouquinho do foco nas garotas da Família Walsh (I LOVE THEY!), mas ainda ambientado na Irlanda, Sushi é mais um sucesso da autora Marian Keyes. Aqui não temos uma protagonista, mas 3: Lisa ,Ashiling e Clodagh. Lisa é a editora de um revista feminina de sucesso em Londres; ambiciosa, viciada em trabalho, extremamente exigente com seus subordinados e consigo mesma, enlouquece homens e mulheres, por motivos completamente diferentes. Ashiling é aquele tipo de amiga que toda mulher precisa: prestativa, atenciosa, humilde, carinhosa (ZZZzzzZzzZZZ), com um inconfundível comportamento obsessivo compulsivo, que acabou de perder seu emprego em uma revista para donas de casa e que precisa desesperadamente "se arrumar". Clodagh é uma dona de casa frustrada com sua vida profissional e amorosa e que, apesar de ter uma família adorável, vive reclamando da sua sorte.

Ashiling é amiga de Clodagh desde a infância e foi capaz de ceder um pretendente dos sonhos à amiga porque os dois se apaixonaram à primeira vista. Clodagh é aquele tipinho egoísta que acha que precisa ser mais feliz que qualquer um no mundo e que tem inveja do mínimo sucesso dos que estão ao seu redor (ok, não consigo esconder o meu desprezo por essa personagem vaca ¬¬). Lisa é rebaixada de seu status de rainha da mídia para editora-chefe de uma futura revista para jovens mulheres - a Colleen - no fim do mundo, ou seja, Dublin - Irlanda. Enquanto sua carreira não volta aos eixos, Lisa se distrai seduzindo seu chefe, Jack Divine (homem com "H" maiúsculo, boy magia aaaaand desejado por todo o casting e por muá, claro). Ashiling é admitida na editora Randolph Media para trabalhar como assistente de Lisa na Colleen, despertando o recalque de Clodagh.

Apesar de comer o pão que o diabo Lisa amassou no trabalho, Ashiling ainda consegue tempo e disposição para ajudar à todos os colegas e amigos e ainda arrumar um namorado. Lisa usa todos os seus dons e truques para transformar a revista num sucesso, o que automaticamente irá mostrar seu valor e levá-la de volta à sua vida glamourosa em Londres. Enquanto isso, Clodagh inveja, cobiça e tenta roubar para si a vida de sua melhor amiga. Todas essas emoções e esforços acabam por levar as três mulheres a um colapso nervoso, cada uma a seu modo e momento, por motivos diferentes.

O legal de Sushi é que tem muitos personagens diferentes, então se você não gostar de um ou odiar outro (como eu odeio a Clodagh), sempre há mais deles para se apegar. Seja a sonsinha da Ashiling, a bruxa malvada da Lisa ou a bitch da Clodagh, tem mulher para todos os gostos. Li esse livro pela primeira vez quando estava cursando a faculdade e já rolou um amor pela atmosfera de revista feminina, com moda, beleza, comportamento... Alguém aí lembrou dos blogs de hoje em dia? Pois eu sim! Quando reli Sushi para fazer essa resenha, lembrei porque gostei do enredo. No meio das estórias dos personagens, há a construção de uma nova revista feminina, com muitas festas, coquetéis, brindes de empresas, releases, celebridades... me identifiquei totalmente com o universo da Colleen. ^^

Em Sushi eu me apaixonei pelo Divino Jack, tive dó da Ashiling, repudiei Clodagh e Marcus Valentine e simplesmente ameeeeei a Lisa e toda a sua aura de perua. Personagens pequenos também conquistaram lugar cativo em meu coração: Joy (a amiga de verdade de Ashiling), Ted (o humorista mais fofo de todos) e a mãe de Ashiling (que apareceu na história como uma heroína super diferente). A sinopse diz que Sushi é um livro sobre a busca da felicidade, mas eu acho que é bem mais do que isso. É sobre amizade, lealdade, depressão, glamour versus qualidade de vida, família e poder. Tudo isso bem misturado!

Sendo assim, Sushi está recomendadíssimo!!!




XOXO






terça-feira, 10 de setembro de 2013

A garota lê: Férias - Marian Keyes


Hi girl!!!

O segundo livro do Especial Marian Keyes é também o meu livro preferido da autora. Para mim, Férias é o mais divertido, real, desbocado e cheio de lições de vida. Quem gosta do gênero "Chick lit" (ficção dentro da ficção feminina, que aborda as questões das mulheres modernas), não pode perder essa dica.

Título: Férias
Título original: Rachel's Holiday
Autora: Marian Keyes
Gênero: Romance/Literatura Moderna
Editora: Bertrand Brasil
Tradução: Heloisa Maria Leal
560 páginas

Sinopse:
Rachel Walsh tem 27 anos e a grande mágoa de calçar 40. Ela namora Luke Costello, um homem que usa calças de couro justas. E é amiga - pode-se mesmo dizer muy amiga - de drogas. Até que a sua vida vai para o Claustro - a versão irlandesa da Clínica Betty Ford. Ela fica uma fera. Afinal, não é magra o bastante para ser uma toxicômana, certo? Mas, olhando para o lado positivo das coisas, esses centros de reabilitação são cheios de banheiras de hidromassagem, academia e artistas semifissurados (ao menos ela assim ouviu dizer). De mais a mais, bem que já está mesmo na hora de tirar umas feriazinhas. Rachel encontra mais homens de meia-idade usando suéteres marrons e sessões de terapia em grupo do que poderia supor a sua vã filosofia. E o pior é que parecem esperar que ela entre no esquema! Mas quem quer abrir as janelas da alma, quando a vista está longe de ser espetacular? Cheia de dor-de-cotovelo (o nome do cotovelo é Luke), ela busca salvação em Chris, um Homem com um Passado. Um homem que pode dar mais trabalho do que vale... Rachel é levada da dependência química para o terreno desconhecido da maturidade, passando por uma ou duas histórias de amor, neste romance que é, a um tempo, comovente, forte e muito, muito engraçado.

Sobre a autora:
Vide primeiro post do Especial Marian Keyes.


Sobre Férias:
"Fui acusada de toxicômana numa manhã de fevereiro, época em que vivia em Nova York."
Rachel Walsh (sim, uma das irmãs mais novas de Claire de "Melancia") é a protagonista do livro Férias. Uma irlandesa em solo americano, uma típica mulher de classe média, assalariada e cheia de dívidas. Rachel mora com Brigit, sua amiga desde a infância, e com ela divide aluguel, comida, bebidas e drogas.

As drogas são, de fato, o ponto principal do livro. Em Nova York todo mundo usa para se divertir, "cheirando socialmente"... pelo menos é isso que Rachel acredita. Cocaína de noite, para se divertir, desinibir; e depois um Valium para sanar o "bode", a sensação horrível que fica depois de uma farra de coca. Normal. Mas eis que um dia Rachel mistura muita coisa e acaba tendo uma overdose - não antes de escrever um poema muito suspeito, intitulado "Chega dessa vida". Ao encontrar a amiga inconsciente e na companhia do poema-carta-suicida, Brigit dá um basta, interna Rachel e a entrega à família Walsh. Papai e Mamãe Walsh decidem interná-la no Claustro, uma clínica de reabilitação na Irlanda. Rachel inicialmente se nega a ir, afinal de contas não é uma viciada... mas ela foi demitida, Brigit está fula da vida, Luke põe fim ao namoro e não há mais nada em NY que a prenda. O Claustro parece ser uma boa opção para umas férias, já que Rachel ouviu falar em várias celebridades que se internaram lá e essas pessoas costumam ter do bom e do melhor. Ela fantasia que a clínica é um spa, onde vai descansar, emagrecer, ficar linda novamente para humilhar Luke Costello, que ousou terminar com ela.

Acontece que o Claustro não é um resort relaxante para celebridades. É mesmo uma clínica para reabilitação de viciados em drogas, álcool, comida, jogos e tantos outros vícios. E Rachel literalmente pira quando descobre que o seu castelo de sonhos ruiu. Ela não é como os outros internos! Foi internada por causa de uma sucessão de equívocos. Será???

Com muito humor, uma pitada de erotismo (Luke Costello, O homem de verdade), muito palavrão e um pouco de baixaria, Rachel é obrigada a fazer psicoterapia, participar de reuniões dos Narcóticos Anônimos, se conhecer verdadeiramente e, enfim, assumir que tem um problema com drogas.

A narrativa de Férias é feita através do ponto de vista de Rachel e, por isso, o leitor acompanha toda a evolução da protagonista: ser confundida com uma toxicômana, os delírios, a indignação com os parentes, amiga e namorado... até o ponto em que realmente começa o tratamento da dependência. Rachel conquista com seu jeito meigo e afetuoso, bem como com suas variações de humor e disposição. Seu egoísmo, carência, sentimentos de inferioridade e superioridade alternados, convivendo lado a lado com sua vontade de amar e ser amada (principalmente). Existem momentos pesados no livro, sobretudo quando Rachel começa a descobrir quem ela verdadeiramente é e as atrocidades que cometeu por causa das drogas. Há momentos extremamente românticos, todos devidos à Luke Costello, um cara que pode não ser exemplo de sofisticação e bom gosto, mas de um coração enorme e caliente. Em várias partes o leitor ri sem parar com os devaneios de Rachel. Mas há também várias situações em que dá vontade de encher a personagem principal de tapas e pontapés pra ver se ela aprende a ser gente.

É um livro delicioso e surpreendente; com uma personagem principal meio mocinha meio vilã, um par romântico fofo, uma família bem maluca já apresentada em Melancia (mas muito mais pirada aqui) e muita informação sobre dependência química, rehab, psicoterapia e recomeço. Recomendo Férias para quem não tem frescura ou romantismo em demasia, para quem acredita em amor real (de família, amigos e namorado também), para quem sabe que a vida não é feita apenas de momentos bons e felicidade, e para quem sabe que há momentos ruins em que tudo parece dar errado, mas que esse tudo ainda tem jeito.

Marian Keyes  lutou contra o vício do alcoolismo, por isso escreveu com tanta propriedade essa obra. Depois de vencida a batalha, alcançou o sucesso como escritora. 


 Sweet kisses;




quarta-feira, 24 de julho de 2013

A garota lê: Melancia - Marian Keyes


Oláááá, garota!

Vou começar o Especial Marian Keyes. Trata-se de uma série de posts mostrando a minha coleção de uma autora divertidíssima que eu adoro.

Título: Melancia
Título original: Watermelon
Autora: Marian Keyes
Gênero: Romance/Literatura Moderna
Editora: Bertrand Brasil com direitos de reprodução da tradução cedidos à BestBolso.
490 páginas

Sinopse:
"Melancia" é um romance sobre a arte de manter o bom humor mesmo nos momentos mais adversos. Com 29 anos, uma filha recém-nascida e um marido que acabou de confessar um caso de mais de seis meses com a vizinha também casada, Claire se resume a um coração partido, um corpo inteiramente redondo, aparentando uma melancia, e os efeitos colaterais de gravidez, como, digamos, um canal de nascimento dez vezes maior que seu tamanho normal! Nada tendo em vista que a anime, Claire volta a morar com sua excêntrica família: duas irmãs, uma delas obcecada pelo oculto, e a outra, uma demolidora de corações; a mãe viciada em telenovelas e com fobia de cozinha; e o pai, à beira de um ataque de nervos. Após passar alguns dias em depressão, bebendo e chorando, Claire decide avaliar os prós e os contras de um casamento de três anos. É justamente nessa hora que James, seu ex-marido, reaparece. Claire irá recebê-lo, mas lhe reservará uma bela surpresa.
Retirado do site da Livraria Saraiva  


Sobre a autora:


Marian Keyes (Limerick, 10 de setembro de 1963) é uma escritora irlandesa. Ela já vendeu mais de 22 milhões de exemplares no mundo todo e foram traduzidos para 32 idiomas. Graduou-se em Direito na Universidade de Dublin, sem, contudo, jamais ter exercido a profissão. Morou em Londres por muitos anos, trabalhando ora como garçonete ora em escritórios. Neste mesmo período começou sua luta contra o vício do alcoolismo e, inclusive, uma tentativa de suicídio2 . Depois de vencida a batalha, alcançou o sucesso como escritora. 
Autora de vários best sellers do gênero Chick Lit, os seus livros exploram o universo feminino com muito humor e leveza. Seus temas centrais no entanto levam a tona muitos assuntos delicados, tais como luto, depressão pós-parto e violência doméstica. As personagens criadas pela escritora possuem perfis realistas, que permitem com que o leitor se identifique com a trajetória de vida narrada.
Retirado da Wikipédia


Sobre Melancia:


"Nas poucas semanas antes de dar à luz, eu estava absolutamente enorme. 
Inteiramente redonda. Como a única coisa que cabia em mim era minha bata de lã verde, combinando com meu rosto sempre verde, por causa do enjoo contínuo, fiquei com a aparência de uma melancia usando botas e um pouco de batom."

Quem gosta de livros como "O Diário de Bridget Jones", vai amar Melancia. Situações engraçadas, vividas por mulheres do mundo real, digamos assim. A diferença é que, Claire, nossa protagonista é oriunda da Irlanda. Ela vê o drama de ser largada recém-parida (que expressão estranha) e ter de cuidar da filha sozinha. Como boa irlandesa, Claire sabe que precisa da família nesse momento difícil e resolve voltar para a casa dos pais. E é aí que a coisa toda fica engraçada. A família Walsh - sobre a qual Marian Keyes ainda escreve mais 3 livros, cada um mostrando uma irmã por vez - é uma família muito louca. Sempre unidos, mas cada um cuidando de sua própria vida, eles nos fazem rir e chorar.


Apesar de ser abandonada pelo marido no momento que deveria ser o mais feliz de suas vidas, Claire consegue ser bem humorada e crítica consigo mesmo. Ela não entende como e porquê James a deixou e até chega a se culpar muito pelo ocorrido. Com o passar dos meses, o crescimento de sua filha e o fim da depressão pós-parto, ela começa a se reerguer. Conhece um cara legal, volta a sair e se sentir mulher novamente. É então que James retorna. Será que ela tornará a aceitá-lo e tudo será como antes? Ou Claire aprendeu realmente a se dar valor e se tornou novamente dona do seu nariz? Isso você só vai saber se ler Melancia. ^^

É um livro bastante divertido, com tiradas ótimas e muito sarcasmo. No meio ele fica meio lento e rola aquela dúvida de "aonde tudo isso vai parar?", mas a autora consegue retomar o pique e a estória fica gostosa de novo. Recomendo!!!

Essa minha edição é de bolso, super prática já que a autora escreve romances enooormes. Os livros normais são muito pesados e não cabem na bolsa, mas alguns foram publicados assim menores. Tenho mais um da coleção nesse tamanho, os outros 6 são grandões.

E por hoje é só.


Beijocas açucaradas;





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